MULTIMORBIDADE EM ADULTOS DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. INQUÉRITO DE SAÚDE ISA-CAPITAL.

Vol 2, 2021 - 140924
Pôster Eletrônico - PE16 - Epidemiologia das doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) - Fatores de risco e de proteção para doenças crônicas (TODOS OS DIAS)
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Resumo

Objetivos. Conhecer a prevalência da multimorbidade em adultos e verificar se existem associações entre multimorbidade e fatores socioeconômicos, de estilo de vida e de uso de serviços de saúde. Métodos. Estudo transversal de base populacional ISA-Capital envolvendo 795 participantes de 20 a 59 anos de idade em 2003, 1,162 em 2008 e 2,165 em 2015. A variável dependente foi a presença de duas ou mais doenças crônicas separadas por faixa etária e sexo. As características demográficas, socioeconômicas, estilo de vida e uso de serviços de saúde foram consideradas variáveis independentes. Foram realizadas análises descritivas e regressão de Poisson para se obter as razões de prevalência. Resultados. A prevalência de multimorbidade foi de 35,56% em 2003 e alcançou 47,86% da população em 2015. A prevalência foi maior entre mulheres e faixa etária de 40 a 59 anos. Nos homens de 20 a 39 anos esteve associada com uso frequente de álcool. Entre 40 e 59 anos esteve associada com baixo peso. Entre as mulheres de 20 a 39 anos, esteve associada com tabagismo e baixo peso e entre 40 e 59 anos esteve associada com baixa escolaridade. Em ambos os sexos e faixas etárias o uso de medicamentos foi associado como consequência da multimorbidade. Conclusões. Houve tendência de aumento da prevalência no período estudado e esteve associada ao sexo feminino, idade e estilo de vida. Deve-se manter a definição de multimorbidade como duas ou mais condições crônicas a fim de se criar um corpo de conhecimentos mais uniforme sobre o tema.

Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT)