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Objetivo: avaliar a frequência de garbage codes (GC) atestados como causa básica nas declarações de óbito (DO) de residentes do município do Rio de Janeiro (MRJ) entre 1996 e 2016. Métodos: Análise descritiva dos óbitos de residentes do MRJ, entre 1996 e 2016, a partir dos dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). A classificação das causas de óbitos foi realizada conforme proposto por Naghavi. Foram apresentadas as frequências dos GC segundo sexo, faixa etária, raça/cor e capítulo da Classificação Internacional de Doenças (CID). Resultados: A contribuição dos GC como causa básica nos óbitos do MRJ foi de aproximadamente 23%, apresentando tendência constante durante o período. Mostrou-se pouca diferença na proporção de GC entre sexos e raças/cores. A maior proporção de GB foi encontrada nos idosos, variando de 26% a 35% conforme aumento da idade. O capítulo I da CID, doenças infecciosas e parasitárias, apresentou GC na causa básica em 41,6% dos óbitos. O grupo 1 da classificação de Naghavi (causas que não poderiam ou não deveriam ser consideradas causas de morte) mais contribuiu na frequência de óbitos por GC, tendo como causas mais prevalentes: Outras causas mal definidas e as não especificadas de mortalidade (R99), Hipertensão essencial primária (I10) e Parada respiratória (R092). Conclusões: Diante da importante contribuição dos GC mortalidade do MRJ e entendendo a DO como um dos instrumentos base para elaboração de estatísticas de saúde que subsidiam políticas públicas, evidencia-se a necessidade de investir na formação dos estudantes de medicina no correto preenchimento deste instrumento.
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