MORTALIDADE INFANTIL POR SÍFILIS CONGÊNITA NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO

Vol 2, 2021 - 142437
Pôster Eletrônico - PE48 - Sistemas de informação em saúde (TODOS OS DIAS)
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Resumo

Objetivos: Avaliar a qualidade da informação dos óbitos infantis por sífilis congênita na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), entre 2010 a 2017. Métodos: Estudo baseado no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC). Foram considerados os óbitos infantis com menção de sífilis congênita nas causas múltiplas de morte, de residentes na RMSP. Vinculou-se os óbitos aos nascidos vivos por meio de técnica de linkage determinístico. Analisou-se a completude das variáveis: sexo, raça/cor, idade, escolaridade e ocupação da mãe, gestação, gravidez, parto, peso, filhos nascidos vivos, filhos mortos e semanas de gestação. O SINASC foi adotado como padrão ouro para o acréscimo de informação. Para análise da concordância, utilizou-se o índice Kappa. Resultados: Inicialmente 54 óbitos registravam sífilis congênita como causa básica que, após investigação, aumentou para 67 (acréscimo de 24,1%) e ao considerar causas associadas, acrescentou-se 65 óbitos (acréscimo de 97,0%), totalizando 132. Após a linkage, aumentou de duas para 10 as variáveis com preenchimento excelente. Escolaridade da mãe, peso e número de filhos mortos foram as variáveis que mais tiveram acréscimo de informação (>10%). Notou-se que nove variáveis (75,0%) tiveram melhor preenchimento quando o médico atestante atendeu o paciente. Ao analisar a concordância, apenas uma variável apresentou escore ruim. Conclusões: Analisar somente a causa básica de morte, subestima a magnitude da mortalidade por sífilis congênita. A vinculação com dados do SINASC melhorou a qualidade da informação. As Declarações de Óbito são mais bem preenchidas por médicos que atendem o paciente.

Eixo Temático
  • Sistemas de informação em saúde