MORTALIDADE E RENDA: EFEITOS NA TERCEIRA IDADE

Vol 2, 2021 - 140656
Pôster Eletrônico - PE09 - Epidemiologia da saúde do idoso (TODOS OS DIAS)
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Resumo

Objetivos: Analisar a influência da desigualdade por renda no perfil de mortalidade de idosos do município do Rio de Janeiro. Métodos: Trata-se de um estudo analítico e observacional. Dados de óbitos de 2010 de pessoas com mais de 59 anos foram obtidos do SIM/SMS-RJ, contendo as variáveis, idade, sexo, endereço de residência e causas da morte. Dados de renda foram extraídos da planilha “Básico do Censo Demográfico de 2010” do IBGE, utilizando-se da variável “rendimento médio mensal dos responsáveis pelo domicílio” de cada setor censitário. Através de geocodificação e georreferenciamento dos óbitos foram atribuídas informações de renda a variável de causa da morte, considerando o setor censitário ao qual o óbito estava inserido e o princípio da vizinhança. Resultados: Idosos mais pobres, classes DE, representantes de 6.74% do total de óbitos tiveram como perfil de mortalidade os capítulos da CID-10: Doenças Cardiovasculares (36.31%), Neoplasias (13.52%), Doenças Respiratórias (12.81%) e Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (9.35%). Nas classes A, B e C predominaram os capítulos: Neoplasias (22.52%; 17.79%; 15.06%), Doenças Cardiovasculares (28.37%; 31.61%; 34.63%) e Doenças Respiratórias (15.42%; 15.54%; 13.52%), respectivamente. As desigualdades geradas pela diferença de renda associam-se com a longevidade nos dados. Idosos com melhores condições financeiras vivem mais, sendo em média 7.14 anos de diferença entre a classe A e a classe DE. Conclusões: A renda influenciou no perfil de mortalidade de idosos no município do Rio de janeiro, com diminuição nos anos de vida nas classes sociais mais pobres e com predomínio de óbitos por doenças cardiovasculares.

Eixo Temático
  • Epidemiologia da saúde do idoso