DESIGUALDADES NA REALIZAÇÃO DE EXAME CITOPATOLÓGICO E MAMOGRAFIA NO BRASIL

Vol 2, 2021 - 142039
Pôster Eletrônico - PE41 - Epidemiologia social e determinantes sociais em saúde (TODOS OS DIAS)
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Resumo

Objetivo: Avaliar desigualdades associadas com a realização de exame citopatológico e mamografia no Brasil. Métodos: Estudo transversal desenvolvido com dados da Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico de 2019. A população alvo foram mulheres residentes nas capitais e Distrito Federal e pertencentes às faixas etárias recomendadas pelo Instituto Nacional do Câncer para a realização do exame citopatológico (25 a 64 anos) e da mamografia (50 a 69 anos). Realização do exame citopatológico e da mamografia em alguma vez na vida foram as variáveis desfecho. Desigualdades racial, econômica e regional foram realizadas considerando, respectivamente, cor da pele, escolaridade e macrorregião de moradia. Índice angular de desigualdade (slope index of inequality) foi utilizado apresentando a diferença nas prevalências de realização dos exames entre os grupos extremos das variáveis independentes. Resultados: Foram avaliadas 23.339 mulheres. As coberturas do exame citopatológico e da mamografia foram 87,9% e 93,8%, respectivamente. A realização de exame citopatológico foi maior em mulheres de cor de pele branca (5,3 pontos percentuais de diferença) do que entre as de cor de pele preta. A realização de mamografia foi maior naquelas com maior escolaridade (5,2 pontos percentuais de diferença) comparadas àquelas sem escolaridade. Além disso, a realização de ambos os exames foi maior entre as mulheres residentes da região Sul (11,2 e 3,9 pontos percentuais de diferença, respectivamente) quando comparadas às da região Nordeste. Conclusões: As coberturas dos exames citopatológico e mamografia entre as mulheres brasileiras estiveram relacionadas com desigualdades regionais e sociais.

Eixo Temático
  • Epidemiologia social e determinantes sociais em saúde