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Objetivos: Examinar a relação da dependência de cafeína e de suas características-chave com sintomas depressivos em professores. Métodos: Estudo transversal aninhado a uma coorte de professores da educação básica de um município do sul do Brasil. A dependência de cafeína foi avaliada segundo os critérios estabelecidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Saúde Mental (DSM-5); e os sintomas depressivos pelo preenchimento do Inventário para Depressão de Beck II (BDI-II). Para a análise bivariada foi utilizado o teste de qui-quadrado por regressão logística, com cálculo da Odds Ratio (OR) e intervalo de confiança (IC95%). O teste de Mann Whitney foi utilizado para comparação dos valores de pontuação para o BDI-II entre os grupos de dependentes e não dependentes de cafeína. Resultados: A prevalência de dependência de cafeína foi de 5,6% nos professores. A dependência de cafeína e de suas características-chave propostas para sua classificação pelo DSM-5, mostraram-se associadas com presença de depressão, segundo o BDI-II. Os sintomas depressivos associados à dependência de cafeína foram: pessimismo, culpa, punição, baixa autoestima, choro, agitação, perda de interesse, desvalorização, irritabilidade, alterações no padrão de apetite e perda de interesse por sexo (p<0,05). A média da quantidade de sintomas depressivos presentes e da pontuação obtida pela escala foi maior nos professores classificados como dependentes de cafeína (p<0,001). Conclusões: A dependência de cafeína e suas características-chave demonstraram-se associadas a sintomas psíquicos em professores, com foco especial na depressão. Há, portanto, a necessidade de pesquisa continuada sobre a relação entre o uso abusivo de cafeína e saúde mental.
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