CONSUMO ELEVADO DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS ESTIMADOS POR DOIS INQUÉRITOS BRASILEIROS

Vol 2, 2021 - 141882
Pôster Eletrônico - PE40 - Epidemiologia nutricional (TODOS OS DIAS)
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Resumo

Objetivo: Comparar as prevalências do consumo de alimentos ultraprocessados por adultos nas capitais brasileiras segundo dados de dois inquéritos em 2019. Métodos: Foram analisados dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) e do Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), utilizando como indicador o consumo de pelo menos cinco alimentos ultraprocessados no dia anterior a entrevista, denominado consumo elevado de alimentos ultraprocessados. Foram estimadas as prevalências por capital e para o agrupamento de capitais brasileiras, os intervalos de confiança de 95% (IC95%) e diferenças percentuais das prevalências estimadas pelos inquéritos. Considerou-se diferença significativa quando não se observou sobreposição entre os IC95%. Resultados: A prevalência do consumo elevado de alimentos ultraprocessados para o agrupamento de capitais brasileiras estimada pela PNS foi de 16,7% (IC95%: 15,9 – 17,5), e pelo Vigitel foi de 18,2% (IC95%: 17,4 -19,0). A diferença de 1,5% entre as estimativas não apresentou significância estatística. As capitais que apresentaram maiores e menores prevalências do consumo de ultraprocessados foram Porto Alegre (24,0%) e Natal (9,1%), conforme a PNS, e Porto Alegre (26,0%) e Salvador (12,7%), segundo o Vigitel. As capitais que apresentaram diferenças maiores que 5% entre os inquéritos epidemiológicos foram Boa Vista e Teresina com 7,0% e Fortaleza com 6,6%, no entanto, das 27 capitais brasileiras, apenas Fortaleza e Teresina apresentaram diferença com significância estatística. Conclusões: A prevalência do consumo de alimentos ultraprocessados nas capitais brasileiras, foram semelhantes nos inquéritos populacionais do Vigitel e PNS, com exceção das capitais Fortaleza e Teresina.

Eixo Temático
  • Epidemiologia nutricional