A INTERSECTIONALIDADE GÊNERO-OBESIDADE ESTÁ ASSOCIADA À INATIVIDADE LABORAL?

Vol 2, 2021 - 142266
Pôster Eletrônico - PE47 - Saúde do trabalhador (TODOS OS DIAS)
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Resumo

Objetivos Investigar a associação entre a intersecção gênero-obesidade e inatividade laboral e se o nível educacional modifica essa relação. Métodos Estudo transversal utilizando o banco de dados de 43.456 participantes (25 a 64 anos) da Pesquisa Nacional de Saúde (2013). A associação da interseccionalidade gênero-obesidade (mensurada pelo Índice de Massa Corporal e pela circunferência da cintura) com inatividade laboral foi estimada, para a amostra total e estratificada por escolaridade, por regressão logística, com ajustes por variáveis socioeconômicas e demográficas, obtendo-se o odds ratio (OR) e intervalo de confiança de 95% (IC95%). Resultados Mulheres sem e especialmente as com obesidade global e central tiveram maior chance de inatividade laboral em comparação com homens não-obesos. Essa associação foi maior para aquelas com escolaridade até o ensino médio, diminuindo para as que possuíam diploma universitário. Entre os homens, apenas os com obesidade central apresentaram maior taxa de inatividade; esse efeito praticamente desapareceu após ajustes. Conclusões A dupla carga de julgamento (sexismo e gordofobia) sofrida por mulheres obesas pode levar a desigualdades socioeconômicas, incrementando a pobreza e a exclusão. São urgentes medidas de empoderamento dessas mulheres, que fortaleçam sua inserção no mercado de trabalho. A articulação entre Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher e Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora é fundamental para viabilizar a equidade sexual não só no mercado de trabalho, mas também em atividades que sobrecarregam as mulheres e impedem a procura de emprego, como atividades domésticas e os cuidados com filhos e outros dependentes.

Eixo Temático
  • Saúde do trabalhador