79867
Favoritar este trabalho

Dentre as estratégias de manejo utilizadas no controle de doenças a ativação dos mecanismos de defesa a partir de moléculas elicitoras tem apresentado resultados eficazes. O presente trabalho objetivou determinar a capacidade indutora de um produto comercial a base de micronutrientes (PCM) no controle da Pinta preta do tomateiro, causada por Alternaria solani. Para o bioensaio, plantas de tomate em casa de vegetação, foram pulverizadas com o PCM (100 mL 100 L-1), água, água inoculado, indutor comercial Bion® e o fungicida Mancozeb®. As amostras de tecido foliar para quantificação da atividade de peroxidase de guaiacol (POX), ?-1,3 glucanase (GLU) e fenilalanina amônia-liase (PAL) foram coletadas 0, 72, 96, 120, 144 e 168 horas após aplicação dos tratamentos. A inoculação com suspensão de esporos de A. solani foi realizada 72 horas após. A área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD) foi determinada. Os resultados obtidos foram submetidos à análise estatística pelo teste de Skott Knott (p<0,05). Observou-se que o tratamento à base do PCM obteve valores significativamente maiores em comparação aos controles para a atividade de POX, GLU e PAL. Quanto a AACPD os tratamentos não diferiram entre si, contudo observou-se que o uso do extrato de PCM proporcionou valores numericamente inferiores de severidade da doença quando comparado aos controles. Os resultados indicam o potencial do PCM para o controle da pinta-preta quando utilizado como agente indutor.