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Identificação dos fatores envolvidos na adesão da vacina contra o HPV pelas adolescentes

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A imunização contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) está disponível no Brasil desde 2014 para a população feminina de 9 a 13 anos. A vacina quadrivalente cobre os subtipos virais 6,11, 16 e 18, responsáveis por algumas patologias, entre elas verrugas genitais e câncer do colo do útero. Ao refletir sobre o conhecimento do público alvo acerca do vírus, seus meios de contaminação e prevenção, foi realizado estudo descritivo, do tipo transversal, envolvendo 230 adolescentes do sexo feminino do 9º ano em 9 Escolas Estaduais no Município de Maringá. Realizou-se análise descritiva dos dados obtidos para avaliar as relações entre fatores sociodemográficos, conhecimento das jovens sobre os temas HPV, saúde pessoal e a adesão vacina. A maioria das adolescentes reconhece o HPV como um vírus e considera que sua transmissão ocorre durante a relação sexual sem preservativo. Das adolescentes que tomaram a vacina, 50% afirmou que o fez por ordem dos pais, o que demonstra a importância da influência parental na tomada de decisões quanto à imunização. Mesmo conhecendo a natureza viral do HPV e sua relação direta com o sexo desprotegido 48% das adolescentes acredita que somente mulheres podem se infectar com o HPV, o que levanta a preocupação quanto ao desconhecimento do papel do homem na transmissão viral. Diante dos resultados conclui-se que o conhecimento sobre o patógeno é de fundamental importância, no entanto, não é suficiente para que as adolescentes adotem a profilaxia adequada que reduziria a incidência de câncer de colo de útero e verrugas genitais.