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A utilização da tecnologia de impressão 3D no campo da detecção e eletroanálise tem mostrado resultados promissores, com o uso bem-sucedido de filamentos condutores na fabricação de eletrodos destinados ao desenvolvimento de biossensores eletroquímicos [1]. Este estudo desenvolveu um biossensor eletroquímico impresso em 3D para a detecção de glicose, empregando um filamento condutor comercial de poli(ácido lático) (PLA) com carga de carbono. Os eletrodos foram impressos no formato pêndulo com 2 mm de espessura e 5 mm de diâmetro na região circular utilizando a impressora SethiS3x. Após a impressão, a superfície dos eletrodos passou por tratamentos do tipo mecânico (polimento), químico (imersão em NaOH 1 mol L⁻¹ por 30 minutos e imersão em DMF por 30 minutos, separadamente), eletroquímico variando de -1,0 a 1,0 V (3 ciclos, 100 mV s⁻¹), além da combinação desses métodos [2]. A resposta eletroquímica dos eletrodos foi avaliada antes e após o tratamento por ciclovoltametria (CV), utilizando uma solução padrão de 5 mM de K₃Fe(CN)₆ em 0,1 M de KCl, enquanto a morfologia foi analisada por MEV e ângulo de contato. Após identificar o melhor método de tratamento, a glicose oxidase (GO) (G7141 – 50KU) foi imobilizada no eletrodo por ligação covalente, utilizando N-(3-dimetilaminopropil)-N'-etilcarbodiimida (EDAC) [3]. Os resultados indicaram que o tratamento mais eficaz foi o polimento combinado com imersão em NaOH por 30 minutos e posterior ativação eletroquímica. A detecção da glicose em solução de PBS 0,1 mol L-1 (pH 6,0) foi avaliada por CV em um potencial de 1,0 V vs Ag|AgCl (3 mol L-1 NaCl). O biossensor apresentou um limite de detecção de 0,41 µmol L-1 e um limite de quantificação de 0,36 µmol L-1 na faixa linear de 0,16 a 0,64 µmol L-1.
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