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O processo de subjetivação do negro como não-ser está fundado na ideologia do branqueamento e na linguagem, como mecanismo de controle e dominação da vida real. O colonialismo não limitou a expropriação da produção social de riqueza, pois a sua atuação mais significativa decorreu no processo de dominação do universo mental dos colonizados, através do controle das ferramentas de autodefinição de um povo, como a arte, a literatura e a língua que levaram a um processo de alienação. Além disso, a ideologia do branqueamento, aliada à linguagem busca reforçar a dominação colonial, fundada na racialização dos corpos e na miscigenação como processo de eliminação dos traços fenotípicos africanos e na desvalorização da cultura africana, implicando na construção de relações étnico-raciais negativas. A compreensão desses fenômenos passa pela desnaturalização de narrativas, imagens e políticas públicas que reforçam estereótipos racistas e como a população negra busca superá-los. Diante da importância da superação desses fenômenos, o objetivo desta pesquisa é investigar o processo de subjetivação do negro como não-ser, refletindo sobre a relação entre o branqueamento e a linguagem como instrumentos de inferiorização racial. Esta pesquisa utiliza uma abordagem metodológica qualitativa baseada nas obras de Frantz Fanon, Nilma Lino Gomes, Ngugi Wa Thiong’o e as obras complementares como bell hooks, Grada Kilomba que fundamentam os argumentos expostos ao longo desta pesquisa. Os resultados esperados são que esta pesquisa possa contribuir para uma pensamento decolonial antirracista, que questione as parcialidades construídas no mundo moderno. Portanto, o conceito filosófico adotado nessa pesquisa é a afrocentricidade que busca a agência dos povos negros dentro de seus contextos históricos e culturais após a imigração forçada provocada pelo escravismo.
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