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Esta pesquisa investiga a implementação das discussões sobre “decolonialidade” no ensino de Filosofia no Ensino Médio, com foco na Lei nº 11.645/2008, que torna obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena nas escolas. A justificativa da pesquisa baseia-se na necessidade de combater práticas discriminatórias, como o racismo e a intolerância, identificados durante atividades escolares. Apesar dos avanços legais, a efetiva aplicação da Lei nº 11.645/2008 ainda enfrenta desafios nas escolas brasileiras. Entre as principais dificuldades estão à escassez de materiais didáticos adequados e a resistência de parte da comunidade escolar em discutir temas relacionados à diversidade cultural e ao enfrentamento do racismo. A metodologia adotada nesta pesquisa é qualitativa, com abordagem bibliográfica e análise documental da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O ensino de Filosofia no Ensino Médio brasileiro, historicamente centrado em correntes eurocêntricas, contribui para a marginalização dos saberes produzidos por populações negras, indígenas e periféricas. Essa abordagem reforça estereótipos e discriminações de caráter racial e cultural ela aparecerá como instrumento de uma nova visão onde será questionada a colonização do saber imposto desde o período colonial até hoje. As Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que tornam obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena na educação básica, ainda encontram obstáculos em sua implementação efetiva nos currículos escolares. Isso evidencia a necessidade de repensar.
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