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O artigo “Ensino de Filosofia e Africanidades: Caminhos de Libertação na Escola Pública” tem como objetivo analisar como o ensino de filosofia pode incluir os saberes e valores da cultura afro-brasileira. Justifica-se pela necessidade de enfrentar o domínio eurocêntrico que historicamente estruturou os currículos escolares, excluindo as epistemologias africanas e afro-brasileiras. A partir de quatro eixos – o percurso histórico-social da disciplina, os efeitos da Lei 10.639/2003, o ensino de filosofia como campo de pesquisa e uma proposta pedagógica afrocentrada – o artigo propõe caminhos para uma filosofia escolar mais crítica, plural e libertadora, utilizando uma metodologia teórico reflexiva.O aporte teórico fundamenta-se em autores como Renato Noguera, Silvio Gallo, Walter Kohan, José Cláudio Bispo e Achille Mbembe. Noguera e Bispo são centrais para a formulação da afro-perspectividade como prática pedagógica e epistêmica. Mbembe contribui com uma crítica à razão moderna e ao racismo estrutural, enquanto Gallo, e Kohan discutem o ensino de filosofia como prática crítica e campo de pesquisa em consolidação. Conclui-se que incorporar a africanidade no ensino de filosofia é um ato de descolonização curricular, capaz de ampliar o repertório filosófico dos estudantes, fortalecer identidades negras e promover uma educação antirracista. O ensino de filosofia, quando comprometido com a justiça epistêmica, torna-se um instrumento potente de libertação na escola pública. Tornar a escola pública mais plural e inclusiva é tarefa de todos nós.
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