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Resumo

O presente trabalho apresenta uma análise reflexiva e os resultados obtidos durante o seminário "Vivências Pedagógicas com IA: Desafios Sociais e Éticos da Inteligência Artificial no Século XXI". A iniciativa, promovida pelo Centro de Formação e Desenvolvimento para os Profissionais da Educação (FORMACE) da Secretaria de Educação do Ceará (SEDUC), surgiu da necessidade premente de capacitar os docentes da rede pública para lidar com as transformações tecnológicas disruptivas que a inteligência artificial generativa impõe ao cenário educacional contemporâneo. O objetivo central do estudo consistiu em compreender e discutir os impactos da IA na educação pública, com um foco especial no quotidiano docente e na formação crítica dos estudantes. A metodologia adotada na oficina foi estruturada de forma modular, partindo de uma introdução teórica sobre os conceitos-chave e o funcionamento dos algoritmos, evoluindo para um panorama equilibrado entre os benefícios (como a personalização da aprendizagem e o apoio à inclusão) e os riscos inerentes à tecnologia. No ensino de História, tal discussão torna-se vital, dado que a IA pode replicar enviesamentos históricos ou produzir alucinações de dados que comprometem a verdade factual e a análise crítica. A parte prática da formação centrou-se no Módulo IV, intitulado "IA na Sala de Aula: navegando entre possibilidades e desafios éticos e sociais". Nesta etapa, os participantes foram desafiados a elaborar um "Mini-Protocolo Ético", estruturado em três eixos fundamentais: a finalidade do uso da tecnologia, os cuidados éticos indispensáveis e a transparência comunicativa com os discentes. As discussões coletivas permitiram identificar dilemas nevrálgicos, tais como a questão da autoria e do plágio num mundo de conteúdos gerados sinteticamente, a superexposição de dados sensíveis de menores e a crescente dependência tecnológica que pode atrofiar o desenvolvimento do pensamento autónomo. As conclusões deste trabalho reiteram que a integração da IA nas práticas pedagógicas não deve ser encarada apenas como uma adoção de ferramentas técnicas, mas como um compromisso com a literacia digital e a manutenção da intencionalidade pedagógica humana. A verificação constante e a soberania do professor enquanto mediador do conhecimento são os pilares que garantem que a tecnologia sirva como um suporte ao desenvolvimento humano, e não como um substituto das relações pedagógicas. Assim, este relato de experiência contribui para o campo do Ensino de História ao demonstrar que a ética e a criticidade devem preceder a técnica no uso das tecnologias emergentes.

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Instituições
  • 1 SEDUC-CE
Eixo Temático
  • Mostra Científica
Palavras-chave
Inteligência Artificial
Ética Educacional
Formação Docente
Ensino de História
Literacia Digital