BACURAU ENTRE PASSADO, PRESENTE E FUTURO: REPRESENTAÇÕES DE UMA DISTOPIA COMO SENTINELA DA HISTÓRIA

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Resumo
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Bacurau (2019) é uma produção cinematográfica cuja análise pode revelar ser uma experiência propícia para compreender vários conceitos em ciências humanas e como tais conceitos são representados na história e no presente das tensões sociais brasileiras. Através da metodologia conhecida como História do Tempo Presente, desenvolvida por vários autores como Bederidà e Hartog, o artigo quer demonstrar como é possível, primeiramente, identificar a noção de distopia através dessa produção e como o filme também oferece uma leitura da vida social brasileira e seus aspectos históricos e desafios que continuam a provocar nossa reflexão e conhecimento da sociedade em que nós vivemos. Servindo como plataforma didática, a película oferece recursos para compreender o sistema global que divide e segrega. A representação que ganhou fama e prêmios dentro e foram do Brasil parece ser, na verdade, um excelente reduto de conceitos. Assim, tal produção sob análise revela-se um potencial instrumento de aprendizagem em história fornecendo indícios conceituais para aprofundamentos sobre a compreensão de como as abordagens teóricas ali representadas podem ajudar a compreender a complexa formação do país e do sul global. Além de cumprir a função distópica de alertar sobre a presença potencialmente destrutiva de elementos que, se submetidos à inércia, podem contribuir para uma sociedade que caminha em meio ao caos rumo à desumanização generalizada favorecendo a projetos de poder que se enraízam culturalmente.

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Instituições
  • 1 UFMG
Eixo Temático
  • GPD 18 – Memória, estética e práticas sensíveis: desafios epistemológicos e usos políticos do passado em espaços conectados
Palavras-chave
Distopia
ensino de história
história
Brasil
democracia