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No presente artigo analisaremos as narrativas de alunos do segundo ano dos cursos de História Licenciatura e Bacharelado, da Universidade Federal do Rio Grande, no ano de 2013, na disciplina de Teoria e Metodologia da História II. A problemática proposta em aula aos discentes foi o seguinte questionamento: Como construiriam uma pesquisa a partir de um marco teórico marxista? Qual seria a abordagem pela qual iniciam as suas propostas de pesquisa? A partir dessa problemática os discentes produziram suas narrativas e construíram o material aqui analisado. Portanto, fundamentados nos marcos propostos pela Educação Histórica, em um esforço de sistematizar uma reflexão a acerca da análise das ideias históricas dos alunos, nos aproximaríamos das pesquisas que pretendem compreender “a construção do código disciplinar da História” (SCHMIDT, 2010: 251). Essa construção apontada por Maria Auxiliadora Schmidt, se revelaria nos “textos invisíveis”, ou seja, nas ideias e práticas culturais dos jovens em escolarização. É preciso considerar aqui que a referência de Schmidt é à educação básica e que o trabalho apresentado nesse espaço é centrado na análise de narrativas de alunos do ensino superior. Entretanto, nosso foco apesar de diferente é muito próximo, ainda somos carentes de pesquisas voltadas as formas de aprender História dentro dos cursos superiores de História que formam os futuros historiadores. Sendo assim, a partir da proposta metodológica de Elliot Eisner (1998), empregamos a “indagação qualitativa”, que pretende a partir da observação em sala de aula e dos materiais produzidos pelos alunos entender o que os alunos fazem e seus grupos como trabalham com o que aprendem.
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