PROGRAMAS E LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA: A QUESTÃO DA INDEPENDÊNCIA BRASILEIRA

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Resumo

A maior parte das pesquisas que versam sobre os livros didáticos estuda o conteúdo dos livros em si, tentando descrever os aspectos ideológicos que os envolvem e as suas inconsistências. Mas, a partir da década de 90 diversas abordagens têm sido realizadas com um escopo analítico maior, pensam os manuais escolares ligados às políticas públicas, a indústria cultural, ao mercado consumidor, aos projetos estatais para a educação escolar, aos processos de avaliação, enfim, o livro didático é considerado uma parte de um cenário complexo, no qual há diversos setores e interesses sociais envolvidos. As pesquisas sobre os livros didáticos no Brasil têm ganhado força a partir da década de 80. Mas somente nos anos 90 que as abordagens sobre o livro didático deixaram de ter um caráter denunciativo das impropriedades dos manuais escolares para serem análises preocupadas em discorrer as diversas esferas sociais que perpassam os livros destinados aos alunos. O trabalho mais significativo, nesse sentido, é a tese doutoral da Circe Maria Fernandes Bittencourt “Livro Didático e Conhecimento Histórico: uma História do Saber Escolar” defendida em 1993 na USP.

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Instituições
  • 1 UNESP
Eixo Temático
  • GT 6 - História do ensino de História