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O texto apresenta a pesquisa em andamento sobre a memória de usuários de livros didáticos. As reflexões estão sustentadas na metodologia de trabalho com história oral, de coleta e análise de entrevistas com alunos e professores, que interagiram com esses materiais no espaço escolar, entre os anos de 1940 e 1970, e que são procedentes de diferentes localidades brasileiras. A pesquisa inclui investigações sobre as reminiscências que sinalizam as interferências do livro didático na formação social e cultural das pessoas e no seu imaginário; os papéis sociais, educacionais e culturais que esse material alcança na formação de gerações ou em localidades; e os valores atribuídos a ele como objeto, que orientam, por exemplo, atitudes em prol de sua guarda ou preservação. Nesse sentido, diferente de outros trabalhos no campo da História Oral que privilegiam histórias de vida, as entrevistas coletadas são fundamentalmente temáticas, ou seja, o centro das questões e das memórias solicitadas circula em torno do livro didático. (FERNANDES, 2004) Apesar de amplamente debatido por historiadores, vale ressaltar a negação de uma busca nas fontes orais unicamente por uma restrita veracidade social, comprometendo a percepção da dimensão subjetiva e da individualidade inerente às lembranças, presente nos depoimentos dos entrevistados.
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