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SUPORTE VENTILATÓRIO DE PACIENTES COM O DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM RISCO DE OLHO SECO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

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Introdução: Pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com uso de suporte ventilatório apresentam potencial risco para o desenvolvimento do ressecamento ocular. A ventilação mecânica com pressão expiratória final positiva (PEEP) pode comprometer o olho pelo aumento da pressão intraocular e resultante alteração da perfusão ocular1. Além disso, estimula a estase venosa com retenção de líquidos e pode causar como efeito adverso a hemorragia subconjuntival e o edema conjuntival (quemose) pelo aumento da pressão intratorácica, com consequente fechamento incompleto das pálpebras2. Na ventilação não-invasiva, utiliza-se uma máscara como interface entre o paciente e o ventilador artificial. O ajuste com muita pressão reduz o fluxo sanguíneo da coróide e resulta em fornecimento inadequado de oxigênio para a córnea. Ademais, o escape de alto fluxo de ar e oxigênio ofertados pode ressecar a superfície ocular e resultar em desconforto, sinais e sintomas indesejados3. Assim, conhecer o suporte ventilatório utilizado pelos pacientes internados em UTI com o Diagnóstico de Enfermagem (DE) Risco de olho seco apresenta estimada relevância. Objetivo: Caracterizar o suporte ventilatório de pacientes com o Diagnóstico de Enfermagem Risco de olho seco em Unidade de Terapia Intensiva. Método: Trata-se de um estudo transversal desenvolvido na UTI de adultos de um hospital universitário localizado no nordeste brasileiro entre janeiro e julho de 2016. A amostra foi constituída de 206 pacientes mediante uso dos seguintes critérios de inclusão: pacientes com tempo de internação na UTI superior a 24 horas, idade igual ou superior a 18 anos. Os critérios de exclusão foram: uso de medicamento ocular tópico, pacientes com agitação ou em situações de emergência durante a coleta de dados. A inferência diagnóstica foi realizada por dois enfermeiros diagnosticadores. Para análise dos dados, utilizou-se a estatística descritiva por meio de frequências, medidas do centro da distribuição e suas variabilidades. Obteve parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa sob número 918.510 e CAAE 36079814.6.0000.5537. Resultados: Da amostra total, 52,4% dos pacientes eram do sexo masculino com idade média de 58,41 (±14,98) anos. 43,3% eram aposentados e 88,2% eram religiosos praticantes. 47,6% dos pacientes apresentaram o DE em estudo. Destes, 66,3% estavam em uso de suporte ventilatório. Em relação ao dispositivo ventilatório, 41,8% utilizavam tubo endotraqueal; 33,7% estavam em ar ambiente; 9,2% máscara de venturi; 7,1% traqueostomia e 8,2% cateter nasal. 49,0% estavam em uso de ventilação mecânica invasiva. A PEEP apresentou uma mediana de 8 e a fração inspirada de oxigênio 30%. Sobre o modo ventilatório, a maioria (31,6%) estava em ventilação assisto-controlada por pressão (PCV). Apenas 2,0% dos pacientes com o DE em estudo usaram ventilação mecânica não-invasiva. Conclusões: Destaca-se que uma fração significativa dos pacientes em estudo fazia uso de suporte ventilatório invasivo mediante tubo endotraqueal, modo PCV. Este conhecimento proporciona ao profissional enfermeiro o uso de medidas preventivas direcionadas contra o ressecamento da superfície ocular dos pacientes internados na UTI.