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RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPLEMENTAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM INFORMATIZADO EM DOIS HOSPITAIS DO INTERIOR DO PARANÁ, FUNDAMENTADO EM TEORIAS DA ENFERMAGEM

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Introdução: O processo de enfermagem é considerado uma tecnologia do cuidado que auxilia na organização do pensamento clínico do enfermeiro, estimulando o raciocínio crítico necessário na assistência(1). A utilização de tecnologias da informação em saúde, como, por exemplo, software com funcionalidades assistenciais para o planejamento do cuidado, agiliza as atividades de coleta, registro, armazenamento, manipulação e recuperação de dados do paciente(2). As teorias de enfermagem norteiam a sistematização da assistência, de modo que sua aplicabilidade é realizada por meio do processo de enfermagem(3). Incorporar o processo de enfermagem, fundamentado em uma teoria, a um sistema informatizado potencializa a consolidação da prática do enfermeiro como ciência, propiciando o alcance dos melhores resultados. Objetivo: Relatar a experiência da informatização do processo de enfermagem. Método: A informatização do processo de enfermagem foi modelada e implementada em software já disponível em dois hospitais, um filantrópico e um particular, de um município de médio porte no estado do Paraná. No hospital filantrópico, a informatização do processo ocorreu no ano de 2009 e foi baseada na teoria de Wanda Horta. No hospital particular, ocorreu no ano de 2012, a partir da teoria de Florence Nightingale, em conjunto com a teoria de Martha Rogers. Em ambos os hospitais, a seleção da teoria ocorreu por meio dos próprios enfermeiros. Dessa forma, a estrutura de decisão implementada no sistema informatizado foi distinta nos dois locais. A taxonomia adotada, nesses hospitais, para representar os elementos de enfermagem foi a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE®). A construção de afirmativas de diagnósticos, resultados e intervenções que representassem a prática da enfermagem do hospital deu-se a partir de reuniões com enfermeiros de cada setor, considerando os fenômenos de cada unidade assistencial. A equipe de enfermagem foi capacitada em ambos os hospitais. Resultados: No hospital filantrópico, a estrutura de decisão foi modelada segundo as necessidades humanas básicas, assim como as intervenções cadastradas focaram em restabelecer o equilíbrio dessas necessidades. Foram cadastrados 23 itens e aproximadamente 70 subitens, 200 diagnósticos e 500 intervenções. A disposição da estrutura moldada contemplou todos os setores, incluindo centro cirúrgico, recuperação pós-anestésica, unidade de terapia intensiva adulta e neonatal. No hospital particular, a estrutura de decisão foi modelada em dois itens principais (ambiente e indivíduo) e outros quatro itens secundários (centro cirúrgico, avaliação, segurança e pronto atendimento). Foram cadastrados aproximadamente 200 subitens, 110 diagnósticos e 300 intervenções. Conclusão: A informatização do processo de enfermagem otimizou a assistência, uma vez que organizou a prática cotidiana e reduziu o tempo no registro da enfermagem, possibilitando que todos os pacientes tivessem seus cuidados prescritos, além de ter proporcionado maior qualidade e visibilidade profissional. A implementação do processo de enfermagem em meio eletrônico é um desafio que deve ser enfrentado pelo enfermeiro, com o apoio dos responsáveis da área de computação e administrativa. Como contribuição futura, pode-se citar a necessidade de desenvolver softwares que proporcionem maior inter-relação e interdependências entre as fases do processo de enfermagem.