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INTERVENÇÕES DO PROTOCOLO PREVENÇÃO DE QUEDAS: MAPEAMENTO COM A CLASSIFICAÇÃO DE INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

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Introdução: a atuação do profissional de enfermagem por meio de intervenções preventivas tem papel fundamental nas questões relacionadas à segurança e à promoção de um ambiente seguro, a fim de possibilitar uma assistência adequada e livre de danos. Em 2013, o Ministério da Saúde estabeleceu o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), por meio da Portaria MS/GM nº 529, a fim de colaborar na qualificação do cuidado na saúde. No PNSP foram descritos seis protocolos relacionados à segurança do paciente, dentre eles o protocolo de prevenção de quedas, cujo conteúdo contempla diversas ações com o intuito de fortalecer as estratégias de prevenção deste incidente. Objetivo: analisar a correspondência entre as ações contidas no Protocolo Prevenção de Quedas do Ministério da Saúde com a Classificação de Intervenções de Enfermagem - NIC. Método: estudo descritivo, realizado por meio da técnica de mapeamento cruzado, em quatro etapas: levantamento das ações do protocolo, identificação das intervenções NIC relacionadas ao diagnóstico de enfermagem (DE) Risco de Quedas, mapeamento cruzado e validação do mapeamento por cinco enfermeiros peritos, a partir da técnica Delphi. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição proponente, parecer nº 1.653.406. Resultados: foram levantadas 51 ações no protocolo prevenção de quedas, organizadas em três categorias temáticas: avaliação e monitoramento (n=14), orientações para paciente/família (n=14), práticas diretas para prevenção de quedas (n=23). Foram listadas 42 intervenções da NIC relacionadas ao DE Risco de Quedas. O mapeamento inicial contemplou a correspondência de 43 ações do protocolo com 25 intervenções NIC. Foram realizadas duas rodadas de avaliação pelos peritos. Na segunda rodada, quatro ações do protocolo consideradas sem correspondência no mapeamento inicial foram incluídas conforme sugestões dos peritos, bem como as ações do protocolo que apresentaram concordância abaixo de 80,0% (n=9). Foi obtido consenso dos peritos quanto o mapeamento cruzado, em que 90,7% (n=39) das ações do protocolo mapeadas tiveram concordância de 80%, e 9,3% (n=4) concordância de 100%. Quatro ações do protocolo e 17 intervenções NIC não foram mapeadas. As intervenções NIC que apresentaram maior correspondência com ações do protocolo foram: prevenção contra quedas (n=25), controle do ambiente: segurança (n=7) e identificação de risco (n=6). Quanto à classificação do mapeamento de acordo com a semelhança e abrangência das ações do protocolo com as intervenções/atividades NIC mapeadas, os peritos consideraram que 44,7% (n=21) das ações do protocolo são mais detalhadas e específicas se comparadas às intervenções/atividades da NIC, 29,8% (n=14) das ações foram consideradas menos específicas que a NIC e 25,2% (n=12) foram classificadas como iguais em significado às intervenções/atividades NIC. Nenhuma ação do protocolo foi classificada como idêntica a uma intervenção/atividade NIC. Conclusões: a maioria das ações contidas no protocolo são mais específicas e detalhadas, contudo, a NIC contempla uma diversidade maior de intervenções e pode fundamentar uma revisão do protocolo para ampliação das intervenções relacionadas à prevenção de quedas, tais como melhora do sono, melhora da comunicação, avaliação do déficit visual e controle da dor.