IMPLEMENTAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM: ESTUDO DE CASO NO SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA
Introdução: O atendimento avançado pré-hospitalar exige do enfermeiro agilidade na tomada de decisão(1), com a finalidade de proporcionar uma assistência de Enfermagem segura e de qualidade. Dessa forma, o Processo de Enfermagem (PE) se configura como um instrumento metodológico para orientar esse cuidado profissional de Enfermagem(2). Objetivo: Descrever a implementação do PE, no cuidado a uma paciente idosa com queixa de dor torácica no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Método: Estudo de caso que descreve a assistência de enfermagem a uma paciente idosa com queixa de dor torácica, por meio da aplicação das etapas do PE, fundamentado nas Necessidades Humanas Básicas (NHB) de Wanda de Aguiar Horta(3) e na Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE®)(4). O cenário do estudo consiste na Unidade de Suporte Avançado (USA) do SAMU, da cidade de Curitiba, Paraná, Brasil. Durante o atendimento, utilizou-se um roteiro de entrevista e exame físico contemplando às necessidades humanas psicobiológicas e psicossociais(1). Após o levantamento das necessidades afetadas, foram elencados diagnósticos, resultados e intervenções de enfermagem com base na CIPE®(4), versão 2015. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba sob o parecer nº 1.033.252. Resultados: Histórico de enfermagem: paciente feminina, 87 anos, viúva, aposentada, com queixa de dor torácica há uma semana, evoluiu com dispneia e dor epigástrica súbita, com início 30 minutos antes do atendimento, foi medicada pelos familiares com ácido acetilsalicílico. Relatou medo com relação ao quadro de saúde. Ao exame físico: consciente, torporosa, pouco comunicativa, pupilas isocóricas e fotorreagentes, força motora e sensibilidade preservadas, Escala de Coma de Glasgow 13. Respiração espontânea em ar ambiente, expansibilidade torácica simétrica e superficial, ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares diminuídos em base esquerda. Ausculta cardíaca com bulhas hipofonéticas, pulsos fino, simétricos, perfusão periférica maior que dois segundos. Abdômen flácido, ruídos hidroaéreos presentes. Sudorese, pele íntegra, fria e úmida. Sinais Vitais: frequência cardíaca: 50 bpm; pressão arterial: 60x00mmHg; frequência respiratória: 30 mr/min.; saturação de oxigênio 90%; e glicemia de 135 mg/dl. Foram identificados os seguintes diagnósticos de enfermagem: Frequência Respiratória, Alterada; Perfusão Tissular Periférica, Prejudicada; Pressão Arterial, Alterada; Bradicardia; Consciência, Prejudicada; Dor Aguda; e Medo. As Intervenções de Enfermagem: Oferecer Máscara de Oxigênio; Monitorar Condição Respiratória; Monitorar Saturação de Oxigênio Sanguíneo Usando Oxímetro de Pulso; Monitorar Perfusão Tissular Periférica; Monitorar Pressão Arterial; Monitorar Condição Cardíaca; Monitorar Confusão; Monitorar Dor; Inserir Dispositivo de Acesso Vascular; Administrar medicações; Encorajar Repouso; Realizar Exame (Eletrocardiograma); Tranquilizar paciente; Aconselhar sobre o Medo; e Gerenciar Transporte. Os resultados de enfermagem esperados: Respiração, Eficaz; Frequência Respiratória, Nos Limites Normais; Perfusão Tissular Periférica, Eficaz; Pressão Arterial, nos Limites Normais; Frequência Cardíaca, nos Limites Normais; Consciência, Melhorada; Dor, Reduzida; e Medo, Reduzido. Conclusão: Durante o atendimento pré-hospitalar foi possível identificar o alcance dos resultados de Enfermagem: Respiração, Eficaz; Frequência Respiratória, Nos Limites Normais; Consciência, Melhorada; Dor, Reduzida. A implementação do PE, permitiu a identificação de diagnósticos e intervenções de enfermagem com cientificidade. Neste sentido, ancorou o raciocínio clínico do Enfermeiro, contribuindo para o alcance dos resultados esperados.