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EVIDÊNCIAS DE TRAUMA VASCULAR PERIFÉRICO DECORRENTE DE PUNÇÕES SUBSIDIANDO ESTRUTURAÇÃO DE INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NUMA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO

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INTRODUÇÃO: A frequência com que os cateteres intravasculares periféricos (CIVP) são utilizados nas instituições de saúde e as peculiaridades inerentes aos serviços de urgência e emergência1 requerem a monitoração da ocorrência do diagnóstico de enfermagem “Risco de trauma vascular”2, numa releitura da prática de enfermagem à luz das tecnologias contemporâneas com vistas a prevenção de agravos, segurança do usuário e redução de danos por se constituir circunstâncias passíveis de sererm prevenidas por ações de enfermagem dentro do contexto ético, legal e de competência do profissional3;4.
OBJETIVO: Elaborar e implementar um protocolo de cuidados de enfermagem a partir de evidências de trauma vascular periférico com uma equipe de enfermagem de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) alicerçado na padronização da linguagem com foco no diagnóstico, na intervenção e nos resultados (NANDA I, NIC e NOC)2-5. MÉTODOS: Estudo de caso institucional extraído de matriz de investigação abrangente realizada numa UPA porte II de uma cidade de Minas Gerais na qual foi identificado a ocorrência de 62,3% de manifestações de trauma vascular. A instituição utiliza a Classificação de Risco do Protocolo de Manchester (CRPM) como critério de triagem, sendo a punção de vasos realizada por 32 profissionais da equipe de enfermagem. As evidências de trauma foram documentadas por registros fotográficos e clínicos em 228 usuários categorizados como amarelo, laranja e vermelho segundo CRPM. Dados coletados pelo software Open Data Kit e tratados por estatística descritiva e correlacional utilizado o Programa SPSS e subsidiaram a construção de um protocolo de intervenções educativas aplicáveis à prática da equipe com vistas a reduzir as situações passíveis de prevenção por cuidados de enfermagem. RESULTADOS: Para abordagem da equipe de enfermagem foi elaborado um processo de educação permanente alicerçado na padronização da linguagem com foco no diagnóstico, na intervenção e nos resultados (NANDA I, NIC e NOC). Sua operacionalização ocorreu em pequenos grupos, usando quatro estratégias educativas (1- construção de um protocolo de enfermagem cuja versão final foi composta por 10 intervenções de enfermagem abordando: preparo da pele, escolha do cateter, processo de fixação e manuseio do complexo de infusão e remoção do cateter intravascular; 2- elaboração de material didático-pedagógico para explicitar as evidências de trauma vascular identificadas, sensibilizar e motivar a discussão sobre as lacunas identificadas no cuidado de enfermagem aos usuários e demonstrar as boas práticas preconizadas no protocolo utilizando de vídeo educativo; 3- composição de um folder contendo o protocolo das boas práticas para fins de consulta no cotidiano e 4- acompanhamento da equipe de enfermagem após implementação do protocolo). Essas ações foram elaboradas a partir das evidências de trauma e para fins de fixação do protocolo. CONCLUSÕES: A construção do protocolo educativo alicerçado no diagnóstico “Risco de trauma vascular”, em intervenções e no acompanhamento dos resultados periódicos de enfermagem subsidia o redirecionamento do processo de educação permanente da equipe de a partir das evidências identificadas; estrutura e qualifica o processo de cuidado em enfermagem em bases da segurança dos usuários e permite o exercício de enfermagem baseado nas boas práticas (inter)nacionalmente consensualizadas.