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DOCUMENTAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM EM INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO

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Introdução. A implantação do processo de enfermagem (PE) está associada a melhorias na qualidade da assistência e na comunicação profissional, sendo uma exigência do Conselho Federal de Enfermagem estabelecida pela Resolução COFEN 272/2002 para todas as instituições de saúde que contratam enfermeiros. Em 2003, a Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo iniciou o programa “Tecendo a SAE” visando implantar o PE em todos os serviços de saúde do Estado que se encontravam sob sua gestão. O presente estudo foi efetuado visando avaliar o que havia sido alcançado no período transcorrido. Objetivo. Descrever as características da documentação do processo de enfermagem nos hospitais e ambulatórios gerenciados pelo Estado de São Paulo. Método. Estudo exploratório, descritivo, analisou a documentação do PE em prontuários clínicos de 40 instituições e 416 setores ou unidades de serviço dessas instituições; considerou-se unidade/setor, cada ambiente da instituição para o qual existia uma escala de profissionais de enfermagem que assistiam pacientes. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética da EE-USP: Processo nº 856/2009. Os dados foram coletados nos registros de enfermagem em prontuários, armazenados e analisados utilizando planilhas do programa Sphinx®. Resultados. As unidades mais frequentes foram as de internação geral (255/59,4%) seguidas pelas de ambulatório (66/15,4%); as menos frequentes foram os Centros de Apoio Psicossocial (6/1,4%) e centro de parto (1/0,2%). Das unidades pesquisadas, em 5,8% não havia qualquer documentação do PE; a documentação mais frequente foi a de anotações de enfermagem (90,9%), seguida da evolução (87,0%), prescrição (82,5%), diagnóstico (78,8%) e exame físico/entrevista (77,6%). Todas as fases do PE eram documentadas em 68,3% das unidades. Os tipos de unidades em que a documentação era parcial foram pré-parto, salas de recuperação anestésica, salas cirúrgicas, e serviços de apoio diagnóstico. Conclusão. Pode-se aceitar que a extensão com que o processo de enfermagem tem sido documentado nos serviços estudados é boa, mas ainda há áreas em que esta documentação não ocorre. Nessas áreas é importante dar continuidade aos trabalhos de implementação do PE assegurando comunicação e registro adequados dos cuidados de enfermagem. Por outro lado, deve ser feito um estudo que analise as etapas do processo compatíveis com as atividades desenvolvidas em determinados serviços/unidades e considerar se é viável ter todas as etapas em todas as variantes de atendimento.