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Comparação entre Escala de Avaliação: Passos e PPS

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Introdução: A determinação do grau de dependência do cliente aos cuidados de enfermagem é uma ferramenta importante para a definição objetiva das necessidades afetadas, elaboração do plano de cuidados e avaliação dos resultados obtidos. Ademais, pode auxiliar em demais recursos necessários ao atendimento dos clientes, ou seja, integra o que se nomeia de Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). O objetivo deste estudo é comparar as escalas de avaliação Diagnóstico de Passos e a PPS “Palliative Performance Scale”. Para a classificação de clientes adultos internados. Método: Trata-se de um estudo comparativo teórico entre as escalas de avaliação. Os objetos comparados devem ser comparáveis, ou seja, que tenham suficientes pontos comuns para pertencer a mesma categoria e fazer válida a comparação e que ao mesmo tempo se distinguam de tal maneira que a comparação torna-se útil(1). As duas escalas foram utilizadas para a avaliação de um cliente hipotético. Resultados: A Escala de Passos foi elaborada em 1989 e é derivada do Modelo operacional para determinar a dependência de enfermagem em natureza e extensão de Wanda de Aguiar Horta(2). A adaptação proposta por Passos et all apresenta os critérios analisando as necessidades humanas básicas e relacionando com os cuidados de enfermagem através de uma escala de valores(3). Nela são avaliados sete critérios: deambulação, motilidade, nível de consciência, higiene, alimentação, eliminação, integridade cutânea. A pontuação vai de 0 a 3 e cada critério precisa ser pontuado sendo-lhe atribuído zero ponto quando a satisfação da necessidade não está afetada. 1, 2 ou 3 pontos quando o nível de satisfação cai progressivamente ao mínimo. A soma dos pontos obtidos indica o grau de dependência que pode variar de Auto-suficiente: Zero pontos; Dependente parcial I: 1-7 pontos; Dependência Parcial II: 8-14 pontos; Dependente Total: 15-21 pontos(3). Em 1996 o Victoria Hospice desenvolveu um instrumento de avaliação funcional de performance e adaptado aos Cuidados Paliativos, a Palliative Performance Scale – PPS, tradução preliminar Brasileira de “Escala de Performance Paliativa”(4). A escala PPS possui onze níveis de performance, da 0 a 100%, divididos em intervalos de 10, em que 0% corresponde a um indivíduo morto e 100% alguém independente para as atividades indicadas: Deambulação; atividade; autocuidado; ingesta e nível de consciência(5). No presente estudo, a aplicação da escala de Passos a um paciente hipotético resultou em seis pontos, caracterizando-o como dependente parcial I. A aplicação da PPS ao mesmo paciente resultou em 50%. A análise demonstra que no primeiro modelo, o paciente está mais próximo da autossuficiência e no segundo, no meio entre a morte e a independência. Conclusões: As duas escalas em estudo mostraram resultados diferentes na avaliação do mesmo paciente hipotético. Atribui-se esta diferença no foco de cada uma. Passos indica o maior grau de dependência do paciente da enfermagem. A PPS foca na capacidade do paciente no atendimento de suas necessidades biológicas e estado funcional. O estudo mostrou que o enfermeiro deve conhecer, utilizar estes e ainda produzir novos modelos de avaliação compatíveis com as características e natureza do nosso conhecimento.