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CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL PARA A PRÁTICA DE ENFERMAGEM (CIPE) EM SAÚDE DA MULHER NA ATENÇÃO BÁSICA: REVISÃO DE LITERATURA

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Introdução: As mulheres são as principais usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), vivem mais do que os homens e adoecem com maior frequência(1). Na atenção à saúde da mulher, a integralidade é compreendida como a concretização de práticas de atenção que garantam o acesso das mulheres a ações resolutivas construídas segundo as especificidades do ciclo vital feminino e do contexto em que as necessidades são geradas. O diagnóstico de enfermagem permite traçar o perfil de uma determinada população e, com isso, podem ser implementados programas de promoção à saúde, prevenção de agravos e reabilitação, a fim de que as necessidades detectadas sejam evitadas, minimizadas ou supridas(2,3). Os diagnósticos são incorporados à prática clínica por meio dos sistemas de classificação de enfermagem, padronizando a linguagem utilizada pelos profissionais(4). A Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE) favorece o reconhecimento profissional decorrente do registro e da qualidade do atendimento na prática. Objetivo: Identificar estudos brasileiros que utilizaram a CIPE em saúde da mulher na atenção básica. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura(5). A busca foi realizada em 2017 nos portais da Biblioteca Virtual em Saúde e Scielo, por publicações dos últimos 10 anos, utilizando a estratégia de busca: CIPE AND saúde da mulher. Foram incluídos estudos (artigos, dissertações e teses) relacionados a diagnósticos, intervenções ou resultados de enfermagem da CIPE em saúde da mulher na atenção básica. Resultados: Sete estudos publicados entre 2005 e 2015, em periódicos científicos (6; 85%) e tese de doutorado (1; 14%) foram incluídos. Os estudos foram relacionados a pré-natal (4; 57%), pós-parto (2; 28%) e consulta ginecológica (2; 28%). Tiveram como propósito identificar diagnósticos (7; 100%), intervenções (3; 42%) e resultados (1; 14%) de enfermagem; apenas um estudo abrangeu todas as etapas de diagnósticos, intervenções e resultados. Os estudos predominantemente identificaram a frequência de diagnósticos, intervenções e resultados (6; 85%); um estudo propôs construir validação operacional para diagnósticos. Conclusão: Foi identificado que os estudos brasileiros que utilizaram a CIPE em saúde da mulher na atenção básica são relacionados predominantemente ao pré-natal e à frequência de diagnósticos de enfermagem. Ainda é incipiente a produção científica brasileira no tema estudado. Sugere-se pesquisas que apliquem a CIPE em saúde da mulher na atenção básica, a fim de se identificar o perfil de diagnósticos e do cuidado prestado, permitindo estudos comparativos, assim como, o desenvolvimento de subconjuntos terminológicos CIPE a esta área.