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Estratégias de intervenção na política de segurança do paciente no hospital de ensino Santa Marcelina para melhoria dos processos assistenciais

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Introdução: O plano de segurança do paciente (PSP) tem por finalidade oferecer uma assistência de qualidade, diminuir custos e garantir que o cliente saia satisfeito do hospital, por isso há uma busca pela segurança nas organizações enquanto processo cultural, conscientizando as equipes e estratificando os riscos dos pacientes desde a sua chegada ao hospital até o momento de sua alta hospitalar. O cuidado prestado ao paciente é complexo e demanda que seja efetuado com qualidade e sem ocasionar danos dispensáveis ao cliente. Quando falamos em segurança do paciente, nos remete a pensar nas campanhas que vem sendo feitas pela Organização Mundial de Saúde propondo adequações do processo, visando garantir a segurança, qualidade e melhoria do desempenho hospitalar. Objetivo: Apresentar estratégias de intervenção no PSP, para melhoria dos processos assistenciais. Método: É uma pesquisa documental, onde foram realizados brainstorming nas reuniões do comitê da qualidade, sendo documentadas em atas todas as informações inerentes ao processo implantado no período de abril a novembro de 2015 no Hospital Santa Marcelina, de caráter filantrópico, terciário e de ensino, referência em Alta Complexidade na Região Leste de São Paulo. Resultados: O PSP foi reestruturado em 2015, adotamos a formação dos times na linha do cuidado com foco nas fragilidades do processo, denominando time de Projeto Terapêutico; de Serviço Auxiliar de Diagnóstico e Terapia (SADT), Cirúrgico, de Alta e da Cadeia Medicamentosa. Cada time trabalhou suas fragilidades e criaram seus objetivos principais, o time projeto terapêutico desenvolveu um painel de Mews, onde os sinais vitais dos pacientes são registrados no sistema informatizado e aparecem no painel central, caracterizando a gravidade do parâmetro alterado por cor, de acordo com a somatória dos pontos, desta forma o Enfermeiro da unidade consegue visualizar os pacientes que estão apresentando qualquer alteração clínica. O time de SADT focou-se nos extravios de solicitações de exames de imagem, criando um portal online, para que a ausência do pedido de exame não fosse obstáculo para a não realização, chegando a menos de 5% as não conformidades. O Time Cirúrgico reduziu de 30% para menos de 3% de não conformidades relacionadas ao preenchimento do checklist da cirurgia segura. O time de Alta trabalhou a previsão da alta médica, criando-se um portal, gerenciando o tempo de permanência do paciente e trabalhando as equipes médicas para a alta programada. Os carrinhos de medicações sofriam atrasos consideráveis (maior que 2 horas) para a chegada nas unidades, ocasionando demora na administração dos antibióticos, após a intervenção do time da Cadeia Medicamentosa, reduziu de 30% no tempo de entrega do carrinho na unidade, mas ainda é preciso maiores intervenções para este quesito. Conclusão: A implantação de times para melhorias nos processos assistenciais foi primordial para nortear as fragilidades e aplicar as estratégias cabíveis.