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CUSTO DO ERRO DE MEDICAÇÃO NA CADEIA MEDICAMENTOSA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

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Introdução: O erro de medicação pode ser definido como qualquer evento evitável que ocorra em qualquer fase da terapia medicamentosa (prescrição, dispensação ou administração), este, pode ou não causar algum dano ao paciente. Sabe-se que esses erros são extremamente custosos ao paciente, profissional, instituição e sociedade, pois, além de problemas como dor, medo, angustia ainda temos os custos tangíveis, como, o aumento permanência hospitalar, custos com monitoração e outras terapias bem como a diminuição de produtividade do paciente que pode ficar afastado de suas atividades laborais. Objetivo: Analisar os estudos relacionados ao custo dos erros de medicação nas etapas da cadeia medicamentosa. Método: Revisão integrativa, realizada nas bases de dados Lilacs (Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde), Cinahl (Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature) e MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem on-line), no período de 2005 a 2015. Foram identificados 317 artigos (PubMed: 303; Cinahl: 14 e Lilacs: 0) e 303 foram excluídos. O nível de evidência foi avaliado por meio de duas ferramentas, a primeira pelo sistema hierárquico científico, e a segunda foi um instrumento específico para avaliação econômica denominado Levels of Evidence for Economic Evaluation. Resultados: Foram analisados 14 artigos, com predomínio do nível 6 de evidência, tanto pelo sistema hierárquico (78,5%) quanto para avaliações econômicas (50%). Dentre os estudos, cinco estavam relacionados à prescrição, um à administração, um à prescrição e administração e sete contemplavam todas as etapas da cadeia medicamentosa. Houve grande assimetria de valores apresentada na estimação de custo evitável/erro de medicação (US$9,041.76 a US$5,095,640,000.00) Discussão: Estudo de relevância realizado em 1997, tem sua metodologia de avaliação econômica aplicada a várias pesquisas na atualidade. Além disso, observa-se que pesquisas incluindo custos e erros de medicação são escassas. Em relação à predominância do nível de evidencia 6 encontrado nas avaliações econômicas, os resultados mostram que foram realizadas de forma parcial. Por se tratar de uma avaliação parcial, esses estudos restringiram-se ao resultado, não atingindo um enfoque de custo-efetividade, custo utilidade, custo-benefício ou custo minimização. No Brasil, observa-se grande volume de publicações nacionais sobre o erro de medicação em outras perspectivas, como incidência, caracterização, prevenção, entre outros. Contudo, não houve pesquisas nacionais que abordassem a questão do custo dos erros de medicação, temática essa importante, em virtude do grande impacto financeiro que o erro pode gerar. Conclusão: Foi possível comprovar que os erros de medicação podem gerar alto custo e representam uma importante fonte de desperdício e ineficiência hospitalar, reiterando a importância na adoção de medidas preventivas.