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CONSTITUIÇÃO DE COMUNIDADES DE PRÁTICA NAS PEQUENAS EMPRESAS

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O presente ensaio teórico tem como objetivo problematizar teoricamente as questões inerentes à constituição de comunidades de práticas nas pequenas empresas, considerando o contexto brasileiro, refletindo sobre suas possibilidades e limites. São analisados os pressupostos teóricos das comunidades de prática e as especificidades da gestão das pequenas empresas brasileiras. Os argumentos residem na gestão do conhecimento organizacional, cujo campo teórico pressupõe as organizações fracamente estruturadas como sendo as que tem maior potencial de inovação. Outro argumento encontra-se nas comunidades de prática, cuja estrutura precisa ser informal para existir, mesmo quando o espaço de sua constituição seja uma organização formal. Conclui-se que, em pequenas empresas, a proximidade física dos seus membros e os espaços organizacionais fracamente estruturados são condições que possibilitam a emergência de comunidades de práticas e que, no contexto brasileiro tais possibilidades são maiores, tendo em vista as questões antropológicas e sociológicas do povo e empreendedor brasileiro.