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O PIBID/PICOLOGIA E AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NA ESCOLA: ATUAÇÕES POSSÍVEIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

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As atividades do PIBID / Psicologia da UFSC desenvolvem-se desde 2010 junto ao curso de magistério da Escola Estadual Aníbal Nunes Pires, localizada na cidade de Florianópolis. Anualmente a escola promove a “Semana do Magistério, em setembro de 2014 o tema do evento foi “O brinquedo e a brincadeira na prática pedagógica” , sendo ministrada uma oficina pelas bolsistas do PIBID Psicologia sobre“A Educação Brasileira e as Relações Étnico-Raciais”. A oficina teve como objetivos: compreender a brincadeira como parte constitutiva da infância e espaço possível de construção de subjetividades; entender a importância de se trabalhar as relações étnico-raciais a partir dos primeiros anos e séries iniciais; problematizar os padrões eurocêntricos de brincadeiras e estórias de “faz de conta”, apontando as consequências negativas para a construção da identidade de crianças negras; estabelecer relações entre exemplos de brincadeiras e a atuação em sala de aula de acordo com a lei 10.639; apresentar material pedagógico construído a partir da reformulação da LDB para que seja efetivado o trabalho das relações étnico-raciais nas escolas. O conteúdo da oficina foi abordado a partir da Psicologia Histórico-cultural, buscando discutir as possibilidades de se trabalhar as relações étnico-raciais, a discriminação e o preconceito em sala de aula a partir dessa perspectiva teórica. Foram utilizados como recursos didático-pedagógicos: apresentação em slides, o filme: “Vista a Minha Pele”, de Joel Zito Araújo, o vídeo “A conversation about the race” (que retrata um trecho de uma pesquisa sobre relação étnico-raciais feita com criança, nos Estados Unidos), bem como exemplos de referências bibliográficas, livros infantis e infanto-juvenis sobre a temática. A importância de se trabalhar com as relações étnico-raciais desde a primeira infância ocorre para além da lei 10.639/03, que alterou a LDB e instituiu há mais de uma década a obrigatoriedade do ensino da história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas. Pesquisas realizadas no âmbito da educação e da psicologia evidenciam a imbricada relação das experiências sociais com a constituição do sujeito e indicam a necessidade de estudos na área de Psicologia sobre a temática.