Elementos majoritários e minoritários como ferramenta para estudos de qualidade e de origem de amostras comerciais de vinhos tintos brasileiros

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Resumo

No presente trabalho foi realizada a determinação elementar de vinhos tintos para discriminar os vinhos brasileiros por região de origem (Campanha Gaúcha, Serra Gaúcha, Vale dos Vinhedos e Vale do São Francisco) em amostras comerciais de vinhos tintos finos para avaliação de possíveis impressões digitais já relatadas na literatura e investigação da qualidade destes vinhos. Os dados foram obtidos por espectrometria de emissão óptica de plasma acoplado indutivamente (ICP-OES) e espectrometria de massa (ICP-MS). A avaliação do método de determinação de metais em amostras de vinho tinto por ICP-MS e ICP-OES mostrou-se satisfatória, com recuperações variando de 87 a 120%. Por ser uma metodologia que requer mínima manipulação da amostra e baixo consumo de reagentes, torna-se uma opção para o tratamento desse tipo de matriz. O método semiquantitativo ICP-MS também se mostrou aplicável e confiável. Os resultados multielementares obtidos para os vinhos de quatro regiões vitivinícolas brasileiras mostraram grandes variações nas concentrações dos elementos, em alguns casos com desvio padrão muito próximo da média. Isso pode refletir tratamentos, práticas agrícolas e manipulações de fabricação, extremamente diferentes tanto em pequenas regiões quanto em regiões já consolidadas no mercado brasileiro. A avaliação por estatística multivariada envolvendo amostras de vinho tinto comercial mostrou os elementos Al, Sc, Fe, Ba, Mg e P como a melhor escolha para a impressão digital, diferente dos já descritos na literatura brasileira. Este estudo confirma a hipótese anteriormente levantada de que estudos com amostras comerciais, envolvendo vinhos varietais e que tenham sido misturados com outras uvas, podem levar a um padrão falso e errôneo. O resultado por nós obtido neste estudo com amostras varietais comerciais tendo em consideração os elementos digitais Rb, Li, Mn, Ca e Mg, reafirma esta hipótese, pois foi o que melhor definiu as quatro regiões produtoras de vinho.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro / Laboratório de Ciências Químicas
  • 2 Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
Eixo Temático
  • 1.3 UENF - Ciências Exatas e da Terra e Engenharias (CCT): 1. Ciências Exatas e da Terra
Palavras-chave
Vinhos tintos brasileiros; Analise elemental; ICP-MS