Viabilidade da análise de toxinas responsáveis pelas síndromes de intoxicação por mexilhões de fazenda marinha na Praia do Peró - Cabo Frio.

Vol 3, 2022 - 149611
Iniciação Científica-Oral
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Resumo

Organismos marinhos conhecidos como mexilhões (principamente, a espécie Perna perna) são moluscos bivalves usados na alimentação humana e são fontes de proteínas, vitaminas, ácidos graxos essenciais e sais minerais. Devido a sua alta capacidade de filtrar água do mar estes moluscos podem ser acumuladores de ficotoxinas (toxinas de microalgas) que podem intoxicar seres humanos pelo consumo na dieta. Em decorrência da produção em fazendas marinhas de cultivo para atender demandas do setor produtivo que envolve restaurantes e vendedores que atuam nas prais locais no verão, este risco fica mais evidente. O propósito deste estudo é identificar algas nocivas e ficotoxinas relacionadas ao cultivo de moluscos bivalves na região próxima a Praia do Peró - Cabo Frio, criando um banco de dados sobre espécies que podem promover risco de contaminação dos mexilhões cultivados. São realizadas coletas nas áreas próximas da fazenda do Peró, Praia Rasa (Armação do Búzios) ao norte e Enseada do Forno (Arraial do Cabo) ao sul, de fitoplâncton e mexilhões, após essa etapa conduzimos ao laboratório as amostras, analisamos e identificamos as espécies encontradas para criar banco de dados sobre as espécies que podem promover risco de contaminação dos mexilhões cultivados. Por questões burocráticas a fazenda marinha da praia do Peró ainda não foi construída, contudo coletas e análises estão sendo realizadas nas cidades vizinhas. Na cidade de Arraial do Cabo foram encontradas espécies tóxicas de Dinophysis acuminata (responsável pelo intoxicação que causa diarréia) e Prorocentrum, na cidade de Búzios foram encontradas espécies de Pseudonitzschia (responsável pela intoxicação que causa amnésia), Prorocentrum e Dinophysis. Estes resultados obtidos nos meses de Março e Abril de 2022 são indicativos que a região do Peró pode está sendo impactada pela presença destas espécies, pois a região se encontra entre os locais analisados. Portanto, reforçamos sempre a importância do monitoramento contínuo dessas regiões, só assim será garantido que as produções de moluscos bivalves estejam livres de contaminações e próprias para consumo.

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Instituições
  • 1 Instituto Federal Fluminense
Eixo Temático
  • 2.1 IFF - Ciências Biológicas e da Saúde
Palavras-chave
Microalgas
toxinas
Mexilhão