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O presente trabalho foi produzido na Ludoteca Étnico-Racial Camilo José Gomes, um espaço pedagógico de ensino, pesquisa e extensão do curso de Licenciatura em Geografia da UFF - Campos dos Goytacazes. Considerando que o Brasil é um país racista, e esse é sempre estrutural, elemento que integra a organização política e econômica da sociedade, pontua-se que a educação escolar, parte estruturante da sociedade, sofre diretamente e, consequentemente, se torna reprodutora do mesmo, levando a discriminação e ao preconceito. Assim, a Cidade Imaginária Antirracista objetiva refletir a respeito da segregação do espaço urbano brasileiro, atravessado pela desigualdade racial, através da criação de materiais pedagógicos lúdicos que, por meio da brincadeira, tende a levar o público a examinar a cidade e se colocar como interventor, criando novos arranjos no espaço urbano. Para tanto, a Cidade Imaginária Antirracista é uma instalação composta de blocos geométricos feitos de espuma que, no primeiro momento, são coloridos nas cores primárias, secundárias e terciárias. No segundo momento, serão expostos em escolas públicas de Campos dos Goytacazes, contendo palavras-chave descritas em blocos brancos (Sem-Preconceito; Diversidade; Igualdade; Cultura; Arte; Educação; Mobilidade; Amor) que levará o público, escolhendo até três palavras, recriar novos arranjos do espaço urbano segundo o ponto de vista de cada participante. No terceiro momento, o participante será convidado pela equipe de apoio a fazer um breve depoimento explicando os porquês das palavras-chave e as formas para as quais foi recriada. Adotou-se a pesquisa bibliográfica de diversos autores (ALMEIDA; MALDONATO-TORRE; MOTA; RIBEIRO). Acrescenta-se que a universidade tem papel importante propondo meios que identifique e combate efetivamente o racismo, principalmente na formação de novos professores, criando materiais que ultrapassem os produtos pedagógicos tradicionais criados e recriados pela classe branca, hegemônica da sociedade brasileira. Aponta-se a necessidade do público, os alunos, de se colocar como participante reflexivo, assumindo o seu lugar de fala e denunciando como o racismo estrutural, os problemas de gêneros e as desigualdades sociais influenciam sobre seus corpos no que concerne a territorialização do espaço: a cidade. “Falar a respeito da cidade é um ato de emancipação política e de cidadania” (MOTA, 2022). Por fim, entende-se necessário o combate do racismo estrutural através das diversas estruturas em que ele se encontra presente.
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