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O pé de frango possui uma expressiva demanda para a exportação, sendo o principal país importador a China. Incidências de lesões nos pés dos frangos acarretam em prejuízos para os frigoríficos por ser um fator para a condenação do corte. São diversos os fatores que podem levar a formação de pododermatites, como: umidade, dureza do material, vírus (papiloma vírus), sendo nesse caso mais comum em aves silvestres. Microrganismos presentes na cama não são considerados causas primárias das lesões, mas a partir da formação da solução de continuidade há a contaminação da ferida por microrganismos presentes na cama, sendo mais comum isolar a bactéria Staphyloccocus aureus neste tipo de ferida. O presente trabalho teve como objetivo identificar o potencial da fibra de coco verde, oriunda de uma região produtora próxima à Campos dos Goytacazes (Quissamã), como uma possível alternativa a maravalha, principal material de escolha para esse fim. O experimento foi realizado na UENF, em dois galpões distintos. No galpão 1 as aves foram criadas sobre cama de maravalha e no galpão 2 sobre cama de fibra de coco verde. Ao final do ciclo de produção de 42 dias os frangos de corte foram colocados em decúbito dorsal, e a região do pé e jarrete fotografados para posterior avaliação. Foi utilizada a tabela Welfare Quality® para classificação das lesões. Como resultado, foi identificada uma porcentagem em maior grau de lesão (24 pontos percentuais entre machos e 21 pontos percentuais entre fêmeas a mais) em aves criadas sobre a cama de fibra de coco verde em relação à cama composta por maravalha, o que está de acordo com resultados obtidos por LIMA (2018), que observou que independente da altura da cama, as lesões podais foram frequentes em frangos criados sobre cama de fibra de coco verde. A fibra de coco verde tem como característica sua dureza (Silva, 2006), o que pode ter favorecido a ocorrência de lesões, além desta característica, foi observado que a umidade nas amostras de fibra de coco (58,2±3,6) % se mostrou maior que na maravalha (52,6±1,8) % (p<0,05). Um estudo realizado por HASLAM (2006) sugere que a quantidade de amônia presente na cama pode ser um fator que também influencie no aparecimento de lesões podais por causar irritação no tecido. Os valores de nitrogênio encontrados nas camas de fibra de coco e de maravalha apresentaram valores próximos, porém mais elevados na cama de fibra de coco verde numa diferença de 41,52 g/kg para 40,32 g/kg (maravalha). Conclui-se que a concentração de compostos nitrogenados presentes na cama, a dureza do material e a umidade podem ter influenciado para graus mais elevados de lesões em coxim plantar.
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