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O presente artigo expõe a atual ascensão do ESG (Environmental, Social and Governance) como um símbolo publicitário da reação promovida pelo capital às mudanças climáticas. Para qualificar o ESG como um símbolo do capital em nosso tempo, a primeira parte do artigo retoma a forma da construção simbólica do homem embasada nos conceitos de biosfera, noosfera e semiosfera de Edgard Morin (1975) e Yuri Lotman (1999), e na construção da experiência semiótica com base nas três categorias peirceanas. O crescimento do interesse pelo ESG rumo à centralidade na semiosfera é demonstrado na segunda parte do artigo pelo aumento recente do volume de buscas pelo termo no Brasil, de acordo com a ferramenta Google Trends. Comparamos a ascensão do ESG à busca no país por outros termos associados a mudanças climáticas, como “aquecimento global” e "sustentabilidade". Concluímos que o fato de o ESG estar em ascensão reflete que a reação às ameaças climáticas pode ser uma resposta tardia do capital.
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