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Desde o início da pandemia de Covid-19 as medidas de isolamento e distanciamento social recomendadas pela Organização Mundial da Saúde contribuem para evitar casos da doença ao redor do mundo. Por outro lado, os números da violência de gênero se agravaram nos últimos dois anos. Relatórios diversos indicam que mulheres e meninas que ficam mais tempo em casa com seus agressores estão sofrendo mais agressões e até sendo mortas. No Brasil, a crise sanitária ainda é dificultada pela intensa circulação de informações falsas e manipuladas sobre o vírus e as vacinas. Este artigo discute como a pandemia de coronavírus agravou a violência de gênero e como a desinformação sobre a Covid-19 e a imunização no Brasil dificultam o enfrentamento do problema. Para fundamentar o debate, trazemos os estudos sobre feminismo de dados, para pensar como os princípios feministas e interseccionais podem auxiliar no enfrentamento da violência de gênero no atual contexto.
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