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A aceleração social do tempo, compreendida como dinâmica contemporânea, reconfigura a realidade da comunicação organizacional, prescrevendo às marcas um comportamento alinhado com o espírito do nosso tempo: a velocidade. A atuação das organizações nas mídias sociais demanda reações imediatas e obrigatórias a temas que viralizam e pressionam as empresas a se posicionarem. O hábito de demarcar instantaneamente estas posições se torna aos poucos uma regra; e a regra, por sua vez, se converte em padrão. O imediatismo assume um lugar de violência simbólica, reverberando para os ambientes internos das organizações e se espraiando para além da comunicação feita “para o mundo”, propagando-se, assim, para os ambientes de convivência e trabalho. Este artigo explora as relações que se estabelecem quando a pressa se institui como norma para a comunicação “funcional”, mas também para a comunicação como organizadora dos ambientes comuns.
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