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Insatisfeitos com a maneira como a dança era representada no cinema e atentos às possibilidades de interação entre essas duas formas de expressão por imagens em movimento, artistas e teóricos buscaram formas de extrapolar o mero registro de uma performance em prol de uma dança que, “morta” após sua captação, renascesse na tela como cinema. Das várias formas como o cinema pode acolher a dança – por exemplo, como notação coreográfica ou registro documental –, talvez a mais instigante seja aquela denominada “coreocinema” (Snyder) ou “dança como cinema” (Greenfield): algo impossível de ser visto e apreciado fora da tela e cuja análise deve ser, ao mesmo tempo, ocular e sensual. Ao se desfazer para se refazer como cinema, a dança sobrevive na tela – por uma abordagem mais corpórea ou mais conceitual (Hubbard) – através de procedimentos eminentemente fílmicos que consigam recuperar a intensidade ou vitalidade perdida de uma performance coreográfica (Vorkapich), do palco para a tela.
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