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Desde Adam Smith a economia política mainstream pressupõe como seu motor um agente imbuído de racionalidade, o homo œconomicus, cuja natureza varia historicamente, culminando em sua versão neoliberal. As características dessa versão, por seu turno, são aprofundadas pela economia comportamental, que contribui para engendrar uma espécie de neuroliberalismo. Levando em conta o contexto social no qual evolvem as plataformas algorítmicas, os modelos de negócios que adotam e suas peculiaridades tecnológicas, este trabalho de reflexão teórica, baseado em pesquisa bibliográfica, estabelece um paralelismo entre o homo œconomicus ne(ur)oliberal e o usuário das plataformas, descrito como homo algorithmicus. Ne(ur)oliberalismo e governança algorítmica compartilham, como traços fundamentais, a dataficação da subjetividade, a hierarquização das preferências, o imperativo da escolha, o mito da competição e o empreendedorismo de si.
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