INTRODUÇÃO: A recidiva local em pacientes com carcinoma ductal in situ (CDIS) refere-se ao reaparecimento de um novo CDIS na mesma área ou no mesmo local onde o CDIS inicial foi previamente tratado. A incidência entre os casos de recidiva local em CDIS varia de 5?5% em pacientes submetidos à retirada do tumor, sendo inferior a 2% em pacientes que realizaram mastectomia. O estudo das neoplasias mamárias é de grande importância médica por conta da condição de saúde dos pacientes acometidos. Este é um estudo de caso que tem por objetivo relatar três casos de recidiva local em mulheres com CDIS. RELATO DE CASO: As 03 pacientes do estudo foram atendidas entre setembro de 2010 e março de 2022 em uma clínica privada de Oncologia localizada em Teresina-Piauí. Caso 1: Paciente com 52 anos de idade ao diagnóstico, com carcinoma ductal invasivo e CDIS, G2, de tamanho 4,7 cm, sem comprometimento linfonodal, estadiamento anátomo-patológico IIA, realizou tratamento cirúrgico e quimioterapia, apresentando posterior recidiva in situ de alto grau. Atualmente, 12 anos após o diagnóstico, encontra-se viva e sem evidências de doença neoplásica. Caso 2: Paciente com 34 anos de idade ao diagnóstico, com carcinoma ductal invasivo e CDIS, G1, de tamanho 3,0 cm, sem comprometimento linfonodal, estadiamento anátomo-patológico IA, realizou tratamento cirúrgico e quimioterapia, apresentando recidiva in situ de alto grau. Até a última data de seguimento, em 2017, 4 anos após o diagnóstico, a paciente encontrava-se viva e sem evidências de doença neoplásica. Caso 3: Paciente com 68 anos ao diagnóstico, com CDIS, G2, de tamanho 1,8 cm, sem comprometimento linfonodal, estadiamento anátomo-patológico IA, realizou apenas tratamento cirúrgico, apresentando recidiva in situ de alto grau. Até a última data de seguimento, em 2021, 10 anos após o diagnóstico, a paciente encontra-se viva e sem evidências de doença neoplásica. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Pode-se observar que o carcinoma ductal invasivo e CDIS se manifestam em diferentes faixas etárias, com diferentes estadiamentos, graus de diferenciação e tamanhos, sendo que, embora haja a devida abordagem cirúrgica e tratamento com quimioterápicos, os pacientes ainda podem apresentar recidiva in situ de alto grau, porém com melhor prognóstico, seguindo com sobrevida livre de doença.