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Resumo
INTRODUÇÃO: A hanseníase é uma doença considerada negligenciada, possuindo evolução lenta e alto potencial incapacitante. Constitui um sério problema de saúde pública que ainda persiste entre os países em desenvolvimento, inclusive no Brasil. OBJETIVO: Verificar o perfil epidemiológico dos casos notificados de hanseníase no Brasil de 2012 a 2022. MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, de abordagem quantitativa. Para isso, utilizou-se os dados disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram analisadas as seguintes variáveis: casos por ano, região e unidade da federação (UF), sexo, cor ou raça, faixa etária, escolaridade, classificação clínica, classificação operacional e tipo de saída. RESULTADOS: Entre 2012 e 2022 ocorreram 368.534 casos de hanseníase no Brasil, com discreta redução no número de casos ao longo dos anos, sobretudo a partir de 2020. A região nordeste prevaleceu com 157.264 casos, correspondendo a 42,6% do total nacional. Quanto ao estado, o Maranhão liderou com 11,9% dos casos, seguido do Mato Grosso, com 11,8%. O sexo masculino constituiu a grande maioria ao longo dos anos totalizando 210.130 casos (57,0%), e a cor predominante foi a parda, com 213.625 casos (57,9%). Quanto a idade e escolaridade, a maioria dos casos concentrou-se entre 40 e 59 anos (37,8%) e com baixa escolaridade, sendo 20,2% com 1ª a 4ª série incompleta, 14,6% com ensino fundamental incompleto e 8,9% analfabetas. A classificação multibacilar foi a mais prevalente (75,3%) e a forma clínica dimorfa e virchowiana preponderaram. Ademais, 80,5% eram casos novos da doença, com apenas 4,5% registrados como recidiva, e 14,0% apresentaram reação hansênica, sendo a maioria do tipo 1. Apenas 1,6% dos casos evoluíram com óbito, 6,0?andonaram o tratamento e a grande maioria evoluiu com cura (71,0%). CONCLUSÃO: O perfil epidemiológico da Hanseníase no Brasil na última década é majoritariamente de homens de meia-idade, com baixa escolaridade e raça parda. Predominaram as formas clínicas mais graves da doença, porém com boas taxas de cura. Além disso, observou-se uma discreta queda no número de casos ao longo dos anos. Com isso, intensifica-se a importância do conhecimento e análise dos indicadores epidemiológicos e suas tendências no Brasil, a fim de conduzir melhor as ações para a detecção precoce da doença e prevenção dos agravos, cessando a cadeia epidemiológica de transmissão ativa da hanseníase.

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Instituições
  • 1 UNINOVAFAPI
  • 2 UNIFACID
Eixo Temático
  • DERMATOLOGIA
Palavras-chave
Hanseníase
Epidemiologia
Saúde Pública