INTRODUÇÃO: A pandemia de COVID-19, trouxe desafios globais. Os sintomas da doença variam de leves, como febre e tosse, a graves, como pneumonia e insuficiência respiratória. A transmissão ocorre por contato próximo e superfícies contaminadas. Nesse contexto, a Atenção Primária à Saúde (APS) e a atuação dos Agentes Comunitários De Saúde (ACS) são cruciais para reduzir a disseminação. Esses profissionais detectam precocemente casos suspeitos, educam a população sobre medidas preventivas e orientam o manejo adequado da doença. OBJETIVOS: Analisar os fatores associados a COVID-19 entre ACS de Teresina-PI. MÉTODOS: Estudo censitário e retrospectivo, desenvolvido a partir de dados do banco de dados da Fundação Municipal de Saúde de Teresina-PI, construído a partir dos testes rápidos para COVID-19 realizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Foram incluídos no estudo os ACS cadastrados de Teresina-PI e que realizaram testes para COVID-19 nas UBS. Os dados foram processados no Statistical Package for the Social Science (SPSS), versão 22.0. Realizou-se análise estatística descritiva e inferencial. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Piauí (UFPI) (Parecer Nº 4.204.274). RESULTADOS: Foram analisados resultados de 49 testagens rápidas, realizadas em UBS de Teresina-PI com ACS. Verificou-se que 32,7% foram reagentes. A média de idade dos ACS com resultado reagente foi 47,19 anos (Desvio padrão=5,45), 81,3% era do sexo feminino e 43,8% residiam na zona norte. Não houve associação significativa entre resultado do teste e as variáveis sociodemográficas. Os ACS que tiveram resultado do teste reagente manifestaram os sintomas: tosse 68,8%, dor de garganta 62,5%, coriza 56,3%, cefaleia 56,3?ebre 56,3%. Observou-se associação estatisticamente significativa entre o resultado do teste reagente e o sintoma febre (p=0,009), sendo que a presença desse sintoma aumentou em 5,786 vezes a chance de o teste ser reagente (IC=1,536-21,787). CONCLUSÃO: Os ACS sendo profissionais estratégicos na APS e ao serem articuladores do vínculo da comunidade com a UBS estiveram mais vulneráveis à infecção, assim, é importante conhecer os fatores associados a COVID-19 nesse grupo, para o direcionamento de ações voltadas a prevenção da doença e de suas complicações.