Introdução: A neoplasia maligna de colo de útero (NMCU) é a segunda neoplasia feminina mais frequente entre as mulheres e, após o câncer de mama, é a quarta causa de morte por câncer entre as brasileiras. O desenvolvimento dessa doença está relacionado com a exposição ao HPV, bem como à idade precoce da primeira relação sexual, a múltiplos parceiros sexuais e outros fatores, incluindo o tabagismo e a imunodeficiência. Esses casos, se não identificados e tratados precocemente, podem levar ao óbito. Objetivo: Esse estudo tem como objetivo avaliar o número de óbitos no SUS por neoplasia maligna de colo de útero no período de 10 anos (2013-2022). Metodologia: Consiste em um estudo epidemiológico retrospectivo, de viés quantitativo e descritivo dos casos de óbito no SUS por neoplasia maligna de colo de útero. Os dados foram obtidos pela plataforma DATASUS/TABNET e utilizou-se as seguintes variáveis: Faixa etária, região e raça. Resultados: Foram identificadas, no período analisado, 24.583 óbitos por neoplasia maligna de colo de útero no Brasil, sendo 2022 o ano com maiores ocorrências, registrando 2.779 (11,3%) casos, e 2014 foi o ano com menor notificações, correspondendo a 2080 (8,4%) pacientes. Observou-se que nos últimos 5 anos (2018-2023), teve um aumento de 1.936 casos, em comparação aos 5 anos mais distantes (2013-2017). Além disso, nota-se que a faixa etária mais acometida foi a de 50 a 59 anos, com 5.774 (23,4%) casos, seguida pela de 40 a 49 anos, com 5.328 (21,6%), a raça mais acometida foi a parda com 10.781 (43,8%) óbitos, e a região mais prevalente foi a região sudeste com 10.087 (41%) mortes, seguida pela região nordeste, com 6.764 (27,5%) notificações. Conclusão: Conclui-se que, após análise dos dados, ocorreu um aumento no número de óbitos por neoplasia maligna de colo de útero no Brasil. Essa crescente se deu principalmente nos últimos 5 anos (2018-2022) e se intensifica em 2022, com o pico de óbitos notificados. Sobre a população mais afetada, destacam-se mulheres no fim da fase adulta (50-59 anos), pardas e da região sudeste. Nesse sentido, surge a necessidade de intensificar o rastreio dessa patologia, bem como diagnosticar e tratar precocemente as mulheres atingidas.