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Resumo

INTRODUÇÃO: A hanseníase ou Mal de Hansen é uma doença infectocontagiosa crônica transmitida pelo Mycobacterium leprae. O Brasil é o segundo país no mundo em número de casos novos. Do ponto de vista epidemiológico, a infecção em crianças é considerada um dos principais indicadores da tendência da doença , uma contínua disseminação na comunidade e aponta para uma fonte de infecção familiar e/ou intradomiciliar. RELATO DE CASO: Paciente do sexo masculino,14 anos, natural de Codó-MA. Há 2 anos, iniciou lesões cutâneas hipocrômicas em face, dorso, membros superiores e inferiores, associado a artrite de punhos, cotovelos, joelhos, tornozelos e dedos das mãos e pés, com limitação das atividades diárias. Relatou que sua condição clínica gerava consequências diretas nas suas relações interpessoais. Fez uso de neomicina + bacitracina, permetrina e cetoprofeno, sem melhora clínica. Nega contato com pacientes com hanseníase. Ao exame físico: Regular estado geral, emagrecido, retraído, afebril, acianótico, anictérico, hipocorado (+/4+), eupneico. Lesões hipocrômicas com alteração de sensibilidade em dorso, membros superiores e inferiores. Edema difuso dos dedos das mãos e pés. Artrite discreta de punhos, cotovelos, joelhos e tornozelos. Ausência de linfonodomegalias palpáveis. Ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações. Abdome depressível, indolor, sem visceromegalias ou massas palpáveis. Exames complementares: baciloscopia índice geral: 5,5 - positivo (OD:6 , OE:6 , CE:6 , CD:4 ), hemoglobina: 12g/dL; leucócito: 5040; bastões: 1%; eosinófilo: 2%; segmentados: 66%; linfócitos: 27%; plaquetas: 208.000, ureia: 23; creatinina: 0,6; transaminase oxalacética(TGO) : 43; transaminase pirúvica (TGP):19; Gama GT: 32, fosfatase alcalina: 91; VHS: 70; VDRL: negativo; Fator reumatoide: negativo; FAN: 1/80; PCR: não reagente, Eletroneuromiografia: polineuropatia de padrão axonal, de grau acentuado para o componente sensorial nos 4 membros e de grau moderado nos membros superiores, e moderado a acentuado nos inferiores. Iniciado tratamento com rifampicina, dapsona e clofazimina, com melhora parcial do quadro. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A hanseníase é uma doença infecciosa importante no diagnóstico diferencial dos pacientes com poliartrite crônica. O atraso no diagnóstico ressalta a negligência das necessidades em saúde da população, contribuindo para a manutenção da hanseníase como doença incapacitante e estigmatizante.

Instituições
  • 1 Centro Universitário UniFacid Wyden
Eixo Temático
  • Reumatologia
Palavras-chave
HANSENIASE
POLIARTRITE
ADOLESCENTE