PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DA INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA NO CICLO GRAVÍDICO-PUERPERAL NA UTI DE UMA MATERNIDADE DE REFERÊNCIA DO PIAUÍ

Vol 2, 2022 - 157035
Tema livre oral
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Resumo

INTRODUÇÃO: A Insuficiência Renal Aguda (IRA) no ciclo gravídico-puerperal é uma importante causa de morbimortalidade materna e fetal. Caracteriza-se pela perda súbita de forma parcial ou total da função renal. Sua incidência aumentou nos países desenvolvidos, devido ao aumento das gestações com idade materna avançada, mas continua a ser maior nos países em desenvolvimento, decorrente dos cuidados pré-natais inadequados. Logo, essa complicação constitui um importante e complexo problema de saúde pública. OBJETIVOS: Caracterizar o perfil clínico-epidemiológico das pacientes no ciclo gravídico-puerperal que desenvolveram IRA e foram internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de uma maternidade. MÉTODOS: Estudo transversal retrospectivo, com abordagem quantitativa, que avaliou pacientes no ciclo gravídico-puerperal admitidas nos anos de 2018 e 2019 na UTI da Maternidade Dona Evangelina Rosa que desenvolveram IRA. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, sob o parecer de nº 3.774.025. A coleta dos dados foi feita a partir da análise do prontuário das pacientes, por meio de um formulário abordando as características sociodemográficas, obstétricas e de internação. Para armazenamento e análise dos dados foram utilizados os programas Microsoft Excel e Statistical Package for the Social Sciences versão 22. RESULTADOS: Foram observadas 27 internações por IRA (incidência de 3,7%); 59,3?s pacientes eram solteiras; 63,0% eram procedentes do interior do Estado; 40,7% primigestas e 40,7% multíparas; 22,2% apresentavam hipertensão; 55,6% realizaram pré-natal; 59,3% estavam no puerpério; 70,4% foram submetidas à cesariana. A idade média foi de 27,15 anos. A maioria não tinha doenças preexistentes (55,6%). A principal causa de internação por IRA foram as síndromes hipertensivas relacionadas à gravidez (51,9%). A mortalidade materna foi de 25,9% e observou-se associação significante (p=0,041) entre o número de gestações e o desfecho materno. CONCLUSÃO: A IRA no ciclo gravídico-puerperal possui elevada mortalidade. A maioria das pacientes com essa complicação eram solteiras, tinham uma média de 27,15 anos, eram procedentes do interior, realizaram pré-natal, foram submetidas à cesariana, estavam no puerpério e não tinham doenças pré-existentes. A principal causa de IRA, síndromes hipertensivas relacionadas à gravidez, pode ser detectada, prevenida e tratada durante o pré-natal, evitando esse problema de saúde pública.

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Piauí
  • 2 Universidade Estadual do Maranhão
  • 3 Universidade Federal do PiauÍ
Eixo Temático
  • Ginecologia e Obstetrícia
Palavras-chave
Insuficiência Renal Aguda
Epidemiologia
Saúde Materna