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Resumo

INTRODUÇÃO: O espiroadenocarcinoma écrino (EM) é uma neoplasia maligna rara da glândula écrina que decorre quase uniformemente de um espiroadenoma benigno preexistente de longa duração. O espiroadenoma pode se apresentar tanto na forma de lesão solitária como em múltiplas lesões, situadas preferencialmente no tronco, extremidades, cabeça e pescoço e normalmente não possui mais de 1-2 cm de tamanho. Geralmente apresenta-se como pequenas massas cutâneas nodulares que rapidamente aumenta de tamanho, muda de cor, ulcera ou torna-se dolorosa e sensível. O tempo médio para transformação maligna do espiroadenoma é de 20 anos (variando de 2 meses a 75 anos). RELATO DE CASO: Paciente do sexo masculino, 78 anos, natural e procedente de Nossa Senhora dos Remédios - PI, Lavrador, foi admitido no HU-UFPI com a queixa principal de “tumor no braço”. Paciente apresentava tumoração extensa expansiva de 10cm e evolução rápida (3-6 meses) em braço esquerdo associada a miíase. Ao exame físico apresentava-se com linfonodomegalias palpáveis de 1.5 cm em cadeias axilares supraclaviculares esquerdas, MV+ bilateralmente sem ruídos, diminuído em base de HTE, RR2T bnf, sem sopro abdome RHA+ abdome indolor e extremidades sem edema. Presença de lesão de bordas irregulares de cerca de 10 cm em braço esquerdo, com pontos de necrose. A Ressonância Magnética de membro superior esquerdo encontrou-se volumosa lesão tumoral expansiva infiltrativa em epiderme, derme e hipoderme. A microscopia sugeriu neoplasia pouco diferenciada e a imunohistoquímica foi compatível com neoplasia maligna de origem écrina (espirocarcinoma), caracterizada por células epitelióides atípicas em arranjo sólido na adjacência de espiroadenoma. Foi iniciado piperacilina/tazobactam por 7 dias. Paciente foi submetido a ressecção do tumor em MSE e evoluiu fisiologicamente bem e sem complicações. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Tendo por base sua baixa prevalência e alta gravidade, torna-se necessária uma maior atenção da classe médica quanto a essa patologia, visando proporcionar ao seu paciente o melhor bem-estar possível a partir do diagnóstico feito. Associado a isso, que juntamente com as demais classes da saúde, como bioquímicos, biomédico e farmacêuticos, sejam feitas análises hematológicas, histológicas e fisiológicas para que o diagnóstico seja feito o mais breve possível, com o fito de evitar que uma doença de curso rápido, malignidade elevada, mas com tratamento existente, leve o paciente a óbito.

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Piauí
  • 2 Hospital Universitário da UFPI
Eixo Temático
  • ONCOLOGIA
Palavras-chave
glândula écrina
espiroadenoma
espiroadenocarcinoma écrino