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INTRODUÇÃO: O crescimento e desenvolvimento do feto podem estar associados ao ganho de peso materno. Uma oferta inadequada de nutrientes pode ocasionar taxas elevadas de morbimortalidade infantil. Nesse contexto, o Índice de Massa Corporal (IMC), apesar das divergentes opiniões, ainda é uma ferramenta essencial para a determinação do estado nutricional das gestantes devido ao baixo custo e da grande utilidade no estabelecimento de modificações nutricionais. OBJETIVO: Estudar o IMC de gestantes da região Nordeste, entre os anos de 2018 a 2022. MÉTODOS: É um estudo Transversal, Quantitativo e de Análise Epidemiológica. Os dados foram coletados a partir do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN). O período analisado foi entre 2018 a junho de 2022. As variáveis estudadas foram: IMC (baixo peso, adequado, sobrepeso e obesidade), idade, cor/raça e escolaridade das gestantes. RESULTADOS: Durante o período estudado, identificou-se o IMC de um total de 2.556.813 gestantes na Região Nordeste do Brasil. As gestantes adultas, de cor pardas e com ensino fundamental incompleto representam as variáveis mais comuns no período de 2018 a 2022. Quanto ao IMC, todos os anos estudados apresentaram um padrão semelhante, com predomínio de gestantes com índice adequado, seguido de sobrepeso, obesidade e baixo peso, nessa ordem. No ano de 2018 as gestantes com IMC adequado corresponderam a 37%, já aquelas com sobrepeso corresponderam a 28%, com obesidade a 18?quelas com baixo peso a 17%. Em 2019, o valor de IMC adequado foi de 36%, o de obesidade foi de 19?s porcentagens de sobrepeso e baixo peso foram mantidas, 18?7%, respectivamente. Já em 2020, 35?s gestantes estavam com IMC adequado, 29% com sobrepeso, 21% com obesidade e 15% com baixo peso. Os anos de 2021 e 2022 apresentaram porcentagens iguais em todas as classificações do IMC, com 34?s gestantes com índice adequado, 29% com sobrepeso, 23% com obesidade e 14% com baixo peso. CONCLUSÃO: O IMC das gestantes nordestinas, entre os anos de 2018 a 2022, foi adequado para a maioria das mulheres pesquisadas. Isso indica um bom controle da ingestão de nutrientes durante a gestação nesta população. Contudo, o aumento de grávidas com sobrepeso e com obesidade são indicadores preocupantes que podem gerar modificação no padrão de IMC em um futuro recente e consequentemente da morbimortalidade materna e fetal.
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