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Resumo

INTRODUÇÃO: O câncer de colo uterino é um importante problema de saúde pública, configurando-se, no Brasil, como a neoplasia maligna mais frequente do trato genital feminino. Seu pico de incidência situa-se entre 40 e 60 anos de idade. O principal agente promotor da lesão precursora é o Papilomavírus Humano (HPV). Além disso, fatores ligados à imunidade, à genética e ao comportamento sexual influenciam a regressão ou a progressão para lesões precursoras ou câncer. No Brasil, o início do rastreamento do câncer de colo uterino, pelo exame colpocitológico, é recomendado pelo Ministério da Saúde a partir dos 25 anos de idade. O objetivo deste estudo é apresentar um caso de carcinoma invasor avançado de colo uterino em uma paciente de 27 anos. RELATO DE CASO: Paciente do sexo feminino, 27 anos, procurou atendimento ginecológico com queixa de sangramento transvaginal intenso associado a dor pélvica, sinusorragia e dispareunia de profundidade, em caráter progressivo há um ano. Evoluiu com hematúria acentuada e anemia grave, sendo necessária transfusão sanguínea nos últimos 20 dias. Refere sexarca aos 12 anos e única citologia oncótica realizada aos 15 anos, durante pré-natal. Ao exame ginecológico especular, observou-se lesão vegetante friável e sangrante em topografia do colo (causando distorção arquitetural), invadindo vagina até o terço inferior. Ao toque vaginal e retal, abaulamento importante na parede anterior do reto com invasão total de paramétrios até o plano ósseo, configurando clinicamente estádio clínico III-B e, possivelmente, já IV-A, pela presença de hematúria referida. O laudo histopatológico trazido pela paciente foi de carcinoma epidermoide de grau moderadamente diferenciado (G2). Os exames de imagem mostraram infiltração para paramétrios e vagina, com compressão de reto, parede contígua da bexiga e porções distais dos ureteres, determinando ureterohidronefrose bilateral. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Embora o câncer de colo uterino geralmente tenha uma evolução lenta, não raro, pode evoluir de maneira rápida, acometendo faixa etária mais jovem, principalmente relacionado a início precoce da atividade sexual, como neste relato. A apresentação do caso suscita a reflexão se, em populações específicas, não vacinadas e com início muito precoce de atividade sexual, o rastreio deveria ser ofertado em idade inferior a 25 anos.

Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Piauí
  • 2 Centro Universitário UNINOVAFAPI
Eixo Temático
  • GINECOLOGIA
Palavras-chave
Câncer de Colo Uterino
Carcinoma Epidermoide
Infecção por HPV
Exame Colpocitológico
Vacina contra HPV
Comportamento Sexual