Análise das características epidemiológicas dos casos de acidentes por animais peçonhentos em menores de 15 anos no Estado do Piauí de 2017 a 2021

Vol 2, 2022 - 156956
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Resumo

INTRODUÇÃO: Animais peçonhentos são aqueles que produzem peçonha (veneno) e têm condições naturais para injetá-la, como serpentes, aranhas e escorpiões. Os acidentes com esses animais constituem um problema de saúde pública, por sua gravidade e frequência. Por isso, foram incluídos na lista de notificação compulsória do Brasil. Apesar de sua relevância, estudos epidemiológicos relacionados sobre o tema ainda são escassos no estado do Piauí, especialmente na faixa etária pediátrica. OBJETIVO: Descrever as características epidemiológicas dos casos de acidentes por animais peçonhentos em menores de 15 anos no Estado do Piauí de 2017 a 2021. MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospectivo, longitudinal, de caráter exploratório, descritivo e quantitativo. Os dados foram colhidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), segundo: ano de notificação (entre 2017 e 2021), sexo, faixa etária, raça, regiões de saúde (CIR), tipo de acidente e tempo transcorrido entre esse e o atendimento em saúde, classificação final (leve, moderado e grave) e evolução dos casos. RESULTADOS E DISCUSSÃO: No cenário analisado, contabilizaram-se 3945 acidentes, principalmente em 2018 (23,93%) e nos meses de outubro (10,99%) de cada ano. O sexo masculino representou 57,16% dos casos, por apresentar comportamento de maior risco. A faixa etária mais incidente foi de 1-4 anos (31,08%) e a raça foi a parda (85,19%), pois a maioria dos acidentes ocorre na periferia da zona urbana, geralmente habitada por pardos. As regiões de saúde (CIR) do estado do Piauí com maior contribuição foram: Vale do Sambito, com 85,60 casos/100.000 habitantes, e Serra da Capivara, com 77,63 casos/100.000 habitantes. O tipo de acidente mais influente envolveu escorpiões (59,03%), pois são animais facilmente adaptáveis às residências. O tempo transcorrido entre o incidente e o atendimento em saúde foi, geralmente, até 1 hora (45,97%), refletindo no baixo número de óbitos (apenas 0,12% dos casos), pois o desfecho do quadro depende desse intervalo. Quanto à classificação final dos casos, predominaram casos leves (89,75%) e a maioria (99,89%) evoluiu para cura. CONCLUSÃO: Os acidentes com animais peçonhentos são mais prevalentes na criança masculina e parda entre 1 a 4 anos de idade, sendo a região do Vale do Sambito a mais afetada. Por isso, a quantificação do número de casos e análise sobre suas características é relevante para que haja melhoria de políticas preventivas no estado estudado.

Instituições
  • 1 Centro Universitário UniFacid Wyden
Eixo Temático
  • PEDIATRIA
Palavras-chave
animais
peçonhentos
acidentes